Homem é indiciado por terrorismo após esfaquear judeus em Londres
Essa Suleiman, 45, comparece a tribunal e permanecerá detido até audiência marcada para maio
Um cidadão britânico nascido na Somália foi indiciado pela polícia londrina por três tentativas de homicídio com motivação terrorista antissemita, após atacar duas pessoas em um bairro de grande concentração judaica na capital britânica.
Essa Suleiman, 45 anos, foi preso na sequência dos ataques ocorridos na quarta-feira, 29 de abril, em Golders Green, região noroeste de Londres, e compareceu ao Tribunal de Magistrados de Westminster na sexta-feira, 1º de maio, onde confirmou apenas nome e data de nascimento sem se manifestar sobre as acusações.
As agressões
Segundo a promotora Emma Harraway, Suleiman correu em direção a Shloime Rand, 34, que se encontrava em uma sinagoga vestindo trajes associados ao judaísmo ortodoxo, e o esfaqueou. Na sequência, atacou Norman Shine, 76, em um ponto de ônibus próximo — também identificado pela vestimenta religiosa. Rand sofreu perfurações no pulmão; Shine, ferimentos no pescoço. Ambos se encontram em estado estável.
Uma terceira acusação diz respeito a um incidente anterior no mesmo dia, no sul de Londres, quando o suspeito teria tentado esfaquear um homem em sua residência. Suleiman também tentou atingir policiais durante a abordagem.
Antecedentes e contexto
O chefe da polícia londrina, Mark Rowley, afirmou que o suspeito tem“antecedentes de violência grave e problemas psicológicos”. O tribunal foi informado de que seu endereço é uma unidade de saúde mental no sul da cidade. Suleiman permanecerá sob custódia até a próxima audiência, agendada para 15 de maio.
Na quinta-feira, 30 de abril, o primeiro-ministro Keir Starmer anunciou reforço na segurança da comunidade judaica. O Ministério do Interior elevou o nível de alerta terrorista do país para “grave” — o segundo mais alto em uma escala de cinco —, indicando que novo ataque “é muito provável nos próximos seis meses”.
Onda de ataques
Os episódios integram um quadro mais amplo de violência contra alvos judaicos em Londres. Cerca de 30 pessoas foram detidas em investigações sobre incêndios em locais ligados à comunidade.
O grupo Hayi — Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiyya —, de orientação pró-Irã e até então pouco conhecido, reivindicou diversos desses incidentes no Reino Unido e na Europa, além de ter elogiado o ataque de Golders Green, atribuindo-o a seus “lobos solitários”.
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