Holanda desacelera o oceano com construção de barreira marítima 700 vezes mais pesada que a Torre Eiffel
Conhecida como Oosterscheldekering, essa infraestrutura integra o ambicioso Plano Delta, um sistema de diques, barragens e comportas
O governo dos Países Baixos (Holanda) concluiu uma das maiores obras de engenharia de defesa costeira do mundo: uma barreira marítima com peso total estimado em cerca de 700 vezes o da Torre Eiffel, projetada para proteger o país do avanço do mar e das tempestades.
Conhecida como Oosterscheldekering, essa infraestrutura integra o ambicioso Plano Delta, um sistema de diques, barragens e comportas construído ao longo de décadas para reduzir drasticamente o risco de inundações em um país onde grande parte do território está abaixo do nível do mar.
Barreira marítima é uma resposta histórica a um desastre
A barreira se estende por quase nove quilômetros entre as ilhas de Schouwen-Duiveland e Noord-Beveland, no delta dos grandes rios europeus.
Sua estrutura é composta por 65 pilares maciços de concreto e 62 comportas de aço móvel, que geralmente permanecem abertas para permitir a circulação natural de água e preservar o ecossistema marinho local.
Só são fechadas em situações de maré excepcionalmente alta ou tempestades potentes.
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O projeto tem origem na trágica inundação de 1953, quando tempestades combinadas com maré alta causaram milhares de mortes e enormes perdas econômicas.
A partir desse evento, os Países Baixos lançaram o Plano Delta — uma estratégia de longo prazo que transformou o país em referência internacional na defesa contra o mar.
Ao contrário de soluções que isolam totalmente a água salgada, a Oosterscheldekering foi projetada para manter a maior parte da vida marinha, pesca e salinidade natural do estuário, protegendo ao mesmo tempo cidades, terras agrícolas e infraestruturas críticas.
Impacto atual e legado técnico
Hoje, essa megabarrera não só reduz substancialmente o risco de inundações catastróficas, como também serve de modelo para países que enfrentam desafios semelhantes com a elevação do nível do mar e eventos climáticos extremos.
Engenheiros e especialistas em águas costeiras de diversas partes do mundo estudam o projeto neerlandês como inspiração para suas próprias estratégias de adaptação às mudanças climáticas
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