Harvard lança disciplina de “etnografia queer” com “Piranha do Vagistão” como professor
Cursos com jargão ideológico woke e agenda ideológica sem rigor científico ampliam críticas ao aparelhamento das universidades de elite
Harvard confirmou a contratação de Kareem Khubchandani, professor da Universidade Tufts que atua como drag queen sob o nome “Piranha do Vagistão”, para lecionar em 2025 e 2026 no programa de Estudos de Gênero e Sexualidade.
A universidade incluiu no anúncio disciplinas descritas com expressões como “etnografia queer” e “RuPaulítica: Drag, Raça e Desejo”.
A disciplina “etnografia queer”, programada para o segundo semestre de 2025, pretende examinar “dissidentes de gênero e sexualidade” em locais como raves trans, boates gays e festas lésbicas.
Já “RuPaulítica”, prevista para 2026, tomará como referência o programa de TV RuPaul’s Drag Race e exigirá que os estudantes participem de “atividades de performance“.
O nome artístico adotado pelo professor também é explicitamente sexual.
“LaWhore” combina Lahore, cidade do Paquistão de onde sua família é originária, com a palavra em inglês para prostituta. “Vagistão” une a palavra “vagina” ao sufixo “-stão”, presente em países da Ásia Central.
O próprio Khubchandani já declarou que vê o subcontinente indiano como um “grande e belo Vagistão”.
A criação de cursos como “etnografia queer” se conecta a críticas de especialistas ao vocabulário dos estudos de gênero.
A pesquisadora Nine Borges, doutora em Educação pela UFRJ, chama de “golpe linguístico” a forma como alguns acadêmicos usam termos propositalmente ambíguos para blindar suas ideias de questionamentos.
Segundo Nine Borges, o conceito de “gênero” é manipulado: ora significa sexo biológico, ora identidade, ora construção social.
Essa oscilação permitiria que defensores da teoria sempre aleguem má interpretação quando confrontados.
Ela também aponta que termos como “cisheteronormatividade” funcionam como marcadores ideológicos, mas carecem de base empírica.
Borges questiona ainda a teoria da “performatividade” de gênero.
Para a pesquisadora, a noção de que gênero é apenas repetição de atos leva a distorções práticas, como homens biológicos competindo em esportes femininos ou acessando banheiros destinados a mulheres.
Críticas de Paglia e Haidt
A intelectual feminista Camille Paglia define os departamentos de “estudos de gênero” como um “sexismo institucionalizado” que deveria ser abolido.
Já o psicólogo Jonathan Haidt, da Universidade de Nova York, documenta em pesquisas a falta de diversidade de pontos de vista nas universidades de elite, que teriam se tornado monoculturas políticas.
A nomeação de Khubchandani em Harvard reforça a percepção de que a universidade prioriza projetos ideológicos em vez de ciência.
Ao batizar cursos com expressões como “etnografia queer”, a instituição confirma uma tendência: a substituição da pesquisa baseada em evidências por um vocabulário sectário que separa militantes ideológicos radicais do interesse público e acadêmico.
Os escândalos recentes de Harvard
A contratação ocorre em meio à maior crise de reputação da universidade em décadas.
Após o massacre do Hamas em 7 de outubro de 2023, Harvard demorou dois dias para se pronunciar e evitou chamar o ataque de violento. Também se recusou a repudiar nota de mais de 30 grupos estudantis que culpava apenas Israel pelo episódio.
Meses depois, em audiência no Congresso dos EUA, a então reitora Claudine Gay afirmou que a condenação de pedidos de genocídio contra judeus no campus dependeriam “do contexto”.
A resposta gerou reação da Casa Branca e levou doadores bilionários, como Bill Ackman e Leslie Wexner, a romper com a instituição.
A situação piorou quando investigações internas confirmaram que Gay havia plagiado trechos em artigos acadêmicos.
Apesar de Harvard minimizar como “falta de aspas”, o episódio obrigou a reitora a corrigir ao menos quatro trabalhos. Em janeiro de 2024, ela renunciou após apenas seis meses no cargo, o mandato mais curto da história da universidade.
Relatórios posteriores documentaram ambiente hostil a estudantes judeus, incluindo agressões físicas e símbolos antissemitas no campus.
O governo Trump congelou US$ 2,4 bilhões em verbas federais e exigiu reformas imediatas.
Os episódios expuseram como Harvard, símbolo da elite acadêmica mundial, se transformou em palco de ativismo radical, tolerância com antissemitismo e falhas de integridade científica.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (3)
Liana
02.10.2025 11:53O último a sair dessa Instituição centenária, apague a luz.
Marcia Elizabeth Brunetti
02.10.2025 07:59Só posso ir maginar os profissionais que estão sendo formados nesta geração . Seja nos EUA, seja no Brasil estamos acabando com a educação séria. Pelo menos já vemos algumas reações em alguns países da Europa, mas não está fácil.
Maglu Oliveira
02.10.2025 06:59Quando digo que QUASE tudo que vem da América (leia-se USA) é só m.... acham que sou anti americana. Quando morei lá em 1982 percebi isso numa festa de professores e alunos de uma universidade. Naquele tempo, enquanto entre nós, no Brasil, festas tinham comidas e bebidas, lá, entregavam-se à maconha. Ensinavam pros filhos (preocupação de pais americanos?) que o 1° baseado deveriam fumar junto com papai e/ou mamãe e para comprar só na companhia ou indicação dos pais. Isso eu ouvi de uma brasileira que morava lá há muitos anos quando falou com a própria filha (americana). QUANTO MAIS ALTO, MAIOR É A QUEDA! O país que era o modelo de tudo no mundo, hoje tem um déspota/tirano/ditador no governo. Taí o resultado de tanta "fumaça" no cérebro.