Hamas “tem aceitado coisas muito importantes”, diz Trump sobre plano de paz
Autoridades e israelenses negociam com alto escalão do grupo terrorista no Egito
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto), afirmou nesta segunda-feira, 6, estar “bastante confiante” sobre a possibilidade da conclusão do acordo de paz para a Faixa de Gaza.
Em entrevista coletiva no Salão Oval da Casa Branca, Trump disse que o grupo terrorista Hamas estava concordando com “questões muito importantes” dos termos propostos pelos EUA para a região.
“Tenho limites. Se certas coisas não forem feitas, não as faremos. Mas acho que estamos indo muito bem, e acho que o Hamas tem aceitado coisas muito importantes.”
Negociações
Negociadores americanos e israelenses estão no Egito, onde participam de rodadas de negociações com representantes de alto escalão do Hamas.
As equipes técnicas — formadas por representantes das partes envolvidas, além do enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e do ex-assessor presidencial Jared Kushner, estão dedicadas, neste primeiro momento, à análise de listas de reféns israelenses e prisioneiros palestinos que podem ser trocados como parte do possível acordo.
Trump demonstrou otimismo com o andamento das tratativas e sinalizou que o desfecho pode estar próximo.
“Acho que vamos chegar a um acordo. É difícil para mim dizer isso quando eles estão tentando chegar a um acordo há anos. Vamos chegar a um acordo em Gaza, tenho quase certeza, sim.”
Plano de Trump para encerrar a guerra
O plano dos Estados Unidos prevê um cessar-fogo imediato, a libertação dos reféns israelenses em até 72 horas, o desarmamento do Hamas e a retirada gradual das forças israelenses da Faixa de Gaza.
Também propõe um governo transitório para Gaza, sem participação do Hamas ou da Autoridade Nacional Palestina, e prevê a criação de uma força internacional temporária.
Israel anunciou nesta sexta-feira, 3, que está se preparando para a implementação da primeira fase do plano e afirmou que continuará atuando em cooperação com os Estados Unidos, “de acordo com os princípios estabelecidos por Israel, que são consistentes com a visão do presidente Trump”.
O Hamas aceitou discutir a proposta com Trump e Israel, incluindo a possibilidade de liberar os reféns israelenses. Um representante do grupo terrorista afirmou à AFP que ainda precisa de prazo adicional para analisar o plano, especialmente as cláusulas relacionadas ao desarmamento.
A proposta americana, apoiada por países árabes e ocidentais, prevê anistia para integrantes do Hamas que entregarem suas armas e se comprometerem com a coexistência pacífica. No entanto, pontos como o cronograma da retirada israelense e as condições para o desarmamento do Hamas ainda não foram detalhados.
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