Hamas enfrentará “obliteração completa” se não deixar poder, diz Trump
Presidente dos EUA diz ainda que Netanyahu apoia fim dos bombardeios em Gaza
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto), afirmou neste domingo, 5, que o Hamas enfrentará uma “obliteração completa” caso decida permanecer no poder em Gaza.
Trump disse ainda que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apoia o fim dos bombardeios no enclave.
“Obliteração completa!”, afirmou Trump a Jake Tapper, da CNN, quando questionado sobre o que aconteceria se o Hamas insistisse em permanecer no poder.
Tapper citou a interpretação do senador Lindsey Graham de que o grupo havia rejeitado o plano ao insistir em “nenhum desarmamento, manter Gaza sob controle palestino e vincular a libertação dos reféns às negociações”.
“Ele está errado?”, perguntou Tapper sobre a declaração do senador.
“Vamos descobrir. Só o tempo dirá”, respondeu Trump.
No sábado, o presidente americano afirmou que Israel concordou com a linha inicial de retirada prevista em seu plano de cessar-fogo.
Em publicação nas redes sociais, disse que agora aguarda a confirmação do Hamas. Caso o grupo terrorista aceite, o cessar-fogo seria “imediatamente efetivo” e a troca de reféns e prisioneiros teria início.
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E a desmilitarização do Hamas?
O plano dos Estados Unidos prevê um cessar-fogo imediato, a libertação dos reféns israelenses em até 72 horas, o desarmamento do Hamas e a retirada gradual das forças israelenses da Faixa de Gaza.
Também propõe um governo transitório para Gaza, sem participação do Hamas ou da Autoridade Nacional Palestina, e prevê a criação de uma força internacional temporária.
O major Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel nascido no Brasil, se manifestou sobre uma nota do Itamaraty que trata do plano de Trump. O comunicado do governo brasileiro não menciona o desarmamento do Hamas.
“O Itamaraty publicou recentemente uma nota defendendo cessar-fogo, ajuda humanitária e reconstrução sob supervisão palestina — mas omitiu um ponto essencial: a desmilitarização do Hamas.
É impossível falar em paz duradoura enquanto um grupo armado, que ameaça a existência de um Estado, mantém controle militar sobre Gaza”, afirmou Rozenszajn em publicação no Instagram.
“Se o Brasil não aceitaria um grupo terrorista armado em sua própria fronteira, por que esperar que Israel aceite? A verdadeira paz exige coragem, clareza política e compromisso com a segurança de todos os povos — inclusive o povo israelense.
Falar em paz sem exigir a desmilitarização do grupo terrorista é fechar os olhos para a realidade. Segurança e justiça devem andar juntas.”
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