Guias envenenavam turistas no Everest em esquema para fraudar indenizações de seguros
Uma investigação das autoridades do Nepal revelou um esquema alarmante envolvendo guias de montanhismo no Monte Everest.
Uma investigação das autoridades do Nepal revelou um esquema alarmante de fraude envolvendo guias de montanhismo no Monte Everest.
Segundo as apurações, turistas estariam sendo deliberadamente intoxicados durante expedições, com o objetivo de simular emergências médicas e acionar resgates pagos por seguradoras internacionais.
Como funcionava o esquema de fraude no Everest
De acordo com a investigação, o golpe seguia um padrão bem estruturado. Guias manipulavam a alimentação ou administravam substâncias capazes de provocar sintomas semelhantes ao mal de altitude, como dores de cabeça, fraqueza e náuseas.
Esses sinais eram então utilizados para convencer os turistas de que estavam em risco, levando à necessidade urgente de evacuação por helicóptero — um procedimento extremamente caro e geralmente coberto por seguros de viagem.
Evacuações desnecessárias e custos inflacionados
Uma vez acionado o resgate, os custos eram inflacionados de forma fraudulenta.
Embora um único helicóptero pudesse transportar vários passageiros, as cobranças eram feitas como se cada turista tivesse sido resgatado individualmente.
Com isso, valores que normalmente seriam de alguns milhares de dólares chegavam a triplicar, gerando prejuízos significativos para as seguradoras.
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🇳🇵🏔️🚁 La policía de #Nepal ha imputado a 32 personas —entre ellas guías del Everest, operadores de helicópteros y directivos hospitalarios— por adulterar la comida de excursionistas con bicarbonato de sodio para provocar síntomas similares al mal de altura y forzar rescates en… pic.twitter.com/BuMr3T2eSr
— Noticiero Promar Tv (@notipromar) April 1, 2026
Hospitais e empresas também participavam do esquema de fraude no Everest
A fraude não se limitava aos guias. Hospitais e operadores de resgate também estariam envolvidos, criando relatórios médicos falsos e registros de atendimento inexistentes para justificar os pedidos de reembolso.
Em alguns casos, documentos eram assinados digitalmente por profissionais que sequer participaram dos atendimentos, ampliando a dimensão do esquema.
Comissão milionária e rede organizada em fraude no Everest
As investigações apontam que hospitais pagavam comissões que podiam chegar a 25% do valor das indenizações para empresas de trekking, além de percentuais semelhantes para operadores de helicóptero.
Esse sistema criou uma rede altamente lucrativa, incentivando a repetição do golpe com diferentes turistas ao longo das expedições.
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Centenas de casos e milhões em prejuízo
Entre 2022 e 2025, foram identificados centenas de episódios ligados à fraude, com prejuízos que ultrapassam dezenas de milhões de dólares.
Diante da gravidade do caso, a polícia nepalesa já indiciou dezenas de suspeitos, tratando o esquema como crime organizado com ramificações no setor turístico.
Autoridades tentam conter o problema
O governo do Nepal intensificou a fiscalização sobre expedições no Everest e operações de resgate, buscando conter práticas fraudulentas que colocam em risco a segurança dos turistas e a credibilidade do turismo na região.
A descoberta do esquema levanta preocupações sobre a exploração de viajantes em ambientes extremos, onde decisões médicas e logísticas podem significar a diferença entre a vida e a morte.
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