Guerra com o Irã não seria fácil, alerta general americano
Assessores de Trump avaliam ataques ao Irã, generais alertam para guerra regional, retaliações e risco ao petróleo no Golfo Pérsico
A Casa Branca recebeu um alerta direto do chefe do Estado-Maior conjunto, general Dan Caine, sobre os riscos militares e políticos de uma operação contra o Irã.
O Pentágono avaliou que um ataque amplo poderia sair do controle rapidamente e envolver bases americanas no Oriente Médio, além de rotas marítimas estratégicas. O aviso ocorre enquanto Donald Trump pressiona assessores por opções mais duras para conter o programa nuclear iraniano.
A equipe de segurança nacional passou a trabalhar com cenários que vão desde ações limitadas contra instalações específicas até uma campanha aérea mais extensa.
A avaliação interna aponta que, mesmo em um ataque restrito, Teerã provavelmente reagiria por meio de milícias aliadas no Iraque, na Síria e no Líbano.
Relatórios militares indicam preocupação particular com o Golfo Pérsico. A maior parte do petróleo transportado por navios passa por gargalos vulneráveis na região, e oficiais consideram provável que o Irã tente bloquear a navegação ou atacar embarcações comerciais.
Um conflito desse tipo afetaria imediatamente os preços de energia e pressionaria aliados europeus e asiáticos dos Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, reportagem da Reuters informou que Teerã está perto de concluir a compra de mísseis antinavio supersônicos de fabricação chinesa. Analistas militares afirmam que esse armamento reduziria o tempo de reação de navios americanos e aumentaria o risco para porta-aviões e petroleiros.
Analistas observam que contratos desse tipo costumam prever um intervalo curto entre assinatura e envio inicial, porque se trata de sistema já em produção para a própria Marinha chinesa.
Esse cenário reforça a leitura dentro do Pentágono de que uma operação militar se tornaria mais arriscada com o passar do tempo, já que quanto mais o calendário avança, maior tende a ser a densidade das defesas iranianas, com combinação de novos mísseis antinavio, sistemas antiaéreos de origem russa e sensores integrados.
Autoridades americanas avaliam que bombardeios pontuais a instalações nucleares poderiam fortalecer politicamente a liderança iraniana ao gerar coesão interna, enquanto operações que degradarem de forma prolongada a estrutura militar e de comando do regime tenderiam a enfraquecê-la.
O cálculo inclui o impacto interno nos Estados Unidos em ano eleitoral e a possibilidade de o Congresso exigir autorização formal para um conflito prolongado.
Por enquanto, os EUA concentram forças adicionais na região e mantêm pressão econômica. A movimentação militar serve tanto para dissuadir Teerã quanto para preparar uma ação rápida caso Trump decida pelo ataque.
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