Guarda costeira de Cuba mata quatro em barco americano
Regime cubano afirma que ocupantes da lancha, registrada na Flórida, abriram fogo contra militares; identidade das vítimas segue desconhecida
O Ministério do Interior de Cuba informou nesta quarta-feira, 25, que agentes da guarda costeira mataram quatro pessoas e feriram outras seis que estavam a bordo de uma embarcação com registro nos Estados Unidos. Segundo Havana, os ocupantes da lancha dispararam contra os militares cubanos no momento da abordagem, em águas territoriais do país.
O capitão do navio cubano foi atingido durante o confronto e encaminhado para atendimento médico. Os seis feridos a bordo da lancha também receberam tratamento. Até o momento da publicação desta reportagem, o regime não havia divulgado a identidade dos mortos nem dos feridos, tampouco esclarecido o motivo pelo qual a embarcação estava em território cubano.
Tensão diplomática no Caribe
O episódio ocorre em um momento de agravamento das relações entre Cuba e os Estados Unidos sob a administração de Donald Trump. A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas interrompeu o fornecimento de petróleo à ilha, que dependia de Caracas como seu principal parceiro energético.
Com o bloqueio de Washington impedindo a Venezuela de comercializar com Cuba, o país enfrenta cortes de energia que chegam a 20 horas diárias em algumas regiões. O transporte público se tornou escasso, o lixo se acumula nas ruas e a oferta de medicamentos segue comprometida.
Crise energética e êxodo
Cuba produz menos da metade do petróleo que consome. O restante era suprido por aliados – Venezuela à frente, seguida por México e Rússia, ainda que os envios russos já viessem caindo desde 2023. Com o colapso do eixo Havana-Caracas, o deficit energético se aprofundou.
O cenário se soma a uma crise mais ampla de instabilidade econômica e saída em massa de cubanos do país. A combinação de escassez de combustível, desabastecimento de remédios e deterioração dos serviços públicos configura o pano de fundo mais tenso dos últimos anos entre a ilha e Washington.
A embarcação envolvida no tiroteio tinha registro na Flórida, estado com grande concentração de cubanos-americanos.
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