Governadores republicanos enviam tropas da Guarda Nacional a Washington
Presidente dos EUA federalizou segurança local e prometeu operação de “embelezamento” da capital
A presença da Guarda Nacional em Washington vai aumentar nos próximos dias. Governadores da Virgínia Ocidental, Carolina do Sul e Ohio anunciaram no sábado, 17, que enviarão tropas de seus estados para a capital a pedido do presidente Donald Trump.
Na semana passada, o republicano federalizou a segurança local e prometeu uma operação de “embelezamento” da cidade, que inclui, segundo ele, a retirada de pessoas em situação de rua e ações migratórias.
O governador Patrick Morrisey, da Virgínia Ocidental, afirmou que enviará entre 300 e 400 soldados para apoiar a “iniciativa de Trump de restaurar a limpeza e a segurança em Washington, D.C.”. Segundo ele, os militares do estado “estão prontos para apoiar nossos parceiros na Região da Capital Nacional”.
Na Carolina do Sul, o governador Henry McMaster autorizou o envio de 200 soldados.
“A Carolina do Sul tem orgulho de apoiar o presidente Trump em seus esforços para restaurar a lei e a ordem na capital do nosso país”, disse.
Já o governador de Ohio, Mike DeWine, confirmou que 150 membros da Guarda Nacional de seu estado chegarão à cidade nos próximos dias.
Todos os três governadores são republicanos. Juntos, eles somam cerca de 700 soldados adicionais, quase dobrando o número atual de militares destacados em Washington, que hoje é de 800 — todos pertencentes à Guarda Nacional do Distrito de Columbia.
A Casa Branca confirmou que os novos militares “podem estar armados”, mas afirmou que não farão prisões.
“Eles podem estar armados, de acordo com sua missão e treinamento, para proteger ativos federais, oferecer um ambiente seguro para que os policiais façam prisões e dissuadir o crime violento com uma presença visível de aplicação da lei”, afirmou um porta-voz.
A medida não conta com consenso entre governadores. Phil Scott, de Vermont, recusou-se a enviar tropas. Seu chefe de gabinete, Jason Gibbs, disse que, embora a segurança pública seja uma “preocupação legítima” no país, “o governador simplesmente não apoia o uso da Guarda para esse propósito e não considera a aplicação da lei doméstica como um uso adequado da Guarda Nacional”.
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