González descarta assumir presidência no exílio: “De jeito nenhum”
Exilado na Espanha, líder opositor reafirma que pretende voltar a Caracas para assumir presidência em 10 de janeiro
O líder opositor venezuelano Edmundo González (foto), exilado na Espanha, reafirmou que pretende retornar à Venezuela para assumir em 10 de janeiro a presidência do país, conforme previsto pelo resultado das eleições de 28 de julho.
González disse à Europa Press que não considera permanecer no exílio: “De jeito nenhum”.
Segundo as atas de votação recolhidas pela oposição, Edmundo venceu o pleito com mais de sete milhões de votos.
“Nossa vantagem teria sido muito maior se todos tivessem podido votar”, afirmou o líder opositor.
Nicolás Maduro, no entanto, foi declarado vencedor pelo chavismo, desconsiderando apelos da oposição e da comunidade internacional para divulgar as atas que comprovariam sua vitória. O mandato de Maduro termina em 10 de janeiro, data em que González espera tomar posse como chefe de Estado.
Edmundo González, que assumiu a candidatura presidencial após a desqualificação de María Corina Machado e sua sucessora, Corina Yoris, reforçou a necessidade de “recuperar a democracia e a institucionalidade” na Venezuela. Para ele, isso passa por garantir que Maduro não esteja no comando para colocar a faixa presidencial em 10 de janeiro.
EUA reconhecem González como presidente eleito
Em 19 de novembro, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, reconheceu oficialmente Edmundo González como o “presidente eleito” da Venezuela.
“O povo venezuelano falou com firmeza no dia 28 de julho e fez Edmundo González o presidente eleito. A democracia exige respeito à vontade dos eleitores“, escreveu Blinken no X.
Durante a cúpula do G20 no Rio, Blinken confirmou de forma mais contundente a vitória do oposicionista do ditador Nicolás Maduro.
Até então, a Casa Branca tinha reconhecido a fraude eleitoral de 28 de julho na Venezuela, em que Maduro se recusou a apresentar os dados oficiais do Conselho Nacional Eleitoral.
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