Gaza: Trump espera “resolver isso na próxima semana”
Delegações de Israel e do Hamas permanecem na capital do Catar, Doha, para negociar indiretamente um possível cessar-fogo de 60 dias e a libertação dos reféns
Ainda não há sinais de avanço nas negociações indiretas para um cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista islâmico Hamas, na Faixa de Gaza, mas o presidente americano continua otimista:
“Estamos conversando e esperamos conseguir resolver isso na próxima semana. Vamos ver o que acontece”, disse Donald Trump a repórteres no domingo, 13 de julho.
Delegações de Israel e do Hamas permanecem na capital do Catar, Doha, para negociar indiretamente um possível cessar-fogo de 60 dias e a libertação dos reféns. EUA, Catar e Egito estão atuando como mediadores.
O Enviado Especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, expressou confiança nas negociações. Ele disse a repórteres que se reuniria com altos funcionários do Catar à margem da final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA nos EUA.
No entanto, as negociações em andamento no Catar estão paralisadas. Segundo fontes israelenses e palestinas, isso se deve a diferentes opiniões sobre o escopo da retirada israelense dos territórios palestinos.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deve discutir os últimos acontecimentos com ministros esta noite, segundo uma autoridade do governo israelense.
Partidos ultraortodoxos ameaçam deixar a coalizão
Na disputa sobre o alistamento obrigatório para homens de religião rigorosa em Israel, partidos ultraortodoxos ameaçam deixar o governo de coalizão religiosa de direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu esta semana.
O jornal israelense Haaretz, citando fontes do partido, informou que planejam deixar o governo caso não seja apresentado nas próximas horas um novo projeto de alistamento obrigatório, que inclua uma isenção para homens ultraortodoxos. Esta não é a primeira vez que partidos de religião rigorosa ameaçam deixar a coalizão.
O governo detém atualmente a maioria de 68 das 120 cadeiras no parlamento. O partido ultraortodoxo Shas tem onze cadeiras, e o Judaísmo Unido da Torá tem sete.
O governo de Netanyahu perderia a maioria no parlamento sem ambos. De acordo com relatos da mídia, no entanto, os partidos não querem derrubar o governo.
O recesso de verão do parlamento, que começa no final de julho, daria tempo a Netanyahu para resolver a crise com os partidos ultraortodoxos, escreveu o Times of Israel.
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