Gabinete de Segurança de Israel aprova plano para controlar a Cidade de Gaza
O projeto do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu contraria os alertas das Forças de Defesa de Israel de que a operação pode colocar as vidas dos reféns restantes em risco
O Gabinete de Segurança de Israel aprovou nesta sexta-feira, 8, o plano do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para “assumir o controle” da Cidade de Gaza.
O plano contraria os alertas das Forças de Defesa de Israel (FDI). Os militares temem que a operação possa colocar as vidas dos reféns restantes em risco.
Por maioria de votos, o Gabinete de Segurança decidiu adotar cinco princípios para a conclusão da guerra em Gaza: o desarmamento do Hamas, o retorno de todos os reféns – os vivos e os mortos, a desmilitarização da Faixa de Gaza, controle de segurança israelense na Faixa de Gaza e o estabelecimento de uma administração civil alternativa que não seja nem o Hamas, nem a Autoridade Palestina.
“As FDI irão se preparar para assumir o controle da Cidade de Gaza enquanto distribuem assistência humanitária à população civil fora das zonas de combate”, afirmou o gabinete de Netanyahu.
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Não era toda a Faixa de Gaza?
Antes da reunião do Gabinete de Segurança, Netanyahu disse à Fox News que Israel assumiria o controle militar de toda a Faixa de Gaza.
“Pretendemos, para garantir nossa segurança, remover o Hamas de lá, permitir que a população fique livre de Gaza (sic) e conceder a ela um governo civil”, disse.
“Não queremos mantê-la. Queremos ter um perímetro de segurança, mas não queremos governá-la. Não queremos estar lá como um órgão governante”, acrescentou.
Netanyahu disse ainda que Israel quer “entregá-lo às forças árabes que o governarão adequadamente, sem nos ameaçar, e dando aos moradores de Gaza uma vida boa”.
A intenção de controlar toda a Faixa de Gaza vinha sendo noticiada pela imprensa israelense desde segunda-feira, 4.
“Assumir o controle” ou “ocupar”?
Segundo o portal Ynet, o Conselho de Segurança decidiu não usar a palavra “ocupar”, mas sim “assumir o controle”, devido a razões legais relativas à responsabilidade de Israel sobre os civis em Gaza.
Citando um alto funcionário israelense, o site afirmou, no entanto, que a decisão, na verdade, se refere a um regime militar pleno.
A operação poderia ser encerrada caso houvesse um acordo envolvendo todos os reféns mantidos pelo Hamas no território palestino.
Atualmente, Israel diz controlar 75% da Faixa de Gaza. As FDI têm evitado entrar nos 25% restantes, os quais compreendem a densamente povoada Cidade de Gaza.
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Comentários (1)
Marcos
09.08.2025 09:19John Mearsheimer: The Palestinian Genocide and How the West Has Been Dec... https://youtu.be/2VXbY4V7LCk?si=DuKK6zOUo8nupBJZ