Furacão “Melissa” chega a Cuba após destruição generalizada na Jamaica
Com centenas de milhares de residências sem eletricidade e regiões inteiras alagadas, a situação se agrava a cada momento
O furacão “Melissa”, classificado como um poderoso ciclone de categoria 5, atingiu a Jamaica com força total, causando danos significativos em diversas áreas da ilha.
O furacão apresentou ventos contínuos de 295 km/h ao atingir a costa sudoeste da Jamaica. Essa velocidade o coloca entre os ciclones mais intensos já registrados no Atlântico.
Após tocar terra, o sistema se enfraqueceu temporariamente para uma categoria 3, onde os ventos ainda variam entre 178 e 208 km/h, segundo a escala Saffir-Simpson.
A formação do furacão nos últimos dias sobre o Caribe gerou preocupações significativas, especialmente considerando que seu centro avançava lentamente a cerca de sete km/h. Ciclones lentos são particularmente destrutivos, pois permanecem mais tempo sobre as áreas afetadas, aumentando o potencial de danos.
O Centro Nacional de Furacões alertou para os “ventos catastróficos” que poderiam ser ainda mais intensos em regiões montanhosas, podendo chegar a até 30% a mais da força inicial.
Foi prevista a possibilidade de inundações repentinas, deslizamentos de terra e ondas de tempestade de até quatro metros na costa sul da Jamaica.
O impacto do furacão foi devastador, com Richard Thompson, diretor do Escritório de Gestão de Emergências e Desastres (ODPEM), informando à CNN sobre os extensos danos na região sudoeste da ilha.
O fenômeno comprometeu pontes e causou inundações nas ruas, derrubando árvores e postes de eletricidade que bloquearam várias vias. Em St. Elizabeth, uma das áreas mais afetadas, as autoridades relataram que muitas localidades estavam completamente submersas.
Antes mesmo da chegada do furacão, mais de 240 mil residências já enfrentavam cortes no fornecimento elétrico devido a quedas de linhas e danos à infraestrutura provocados pelos ventos fortes. Nos locais mais críticos como Saint Elizabeth e Manchester, até 75% dos consumidores estavam sem eletricidade.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha havia alertado que as consequências do furacão poderiam ser sem precedentes para o país caribenho com população de 2,8 milhões.
Em relação ao número de feridos ou mortos, o primeiro-ministro reiterou que não possuía dados confiáveis até aquele momento, mas destacou que era razoável supor perdas humanas em virtude dos danos causados pelo furacão.
Evacuações foram ordenadas para várias comunidades costeiras em risco elevado. Ele enfatizou a importância de permanecer em casa e seguir as instruções das autoridades.
Antes mesmo de chegar à Jamaica, “Melissa” já tinha provocado mortes em outros países; pelo menos quatro pessoas perderam a vida no Haiti e na República Dominicana após chuvas torrenciais.
As autoridades também alertaram para o aumento da presença de crocodilos em áreas inundadas que poderiam invadir zonas urbanas buscando terrenos secos. A recomendação é evitar áreas alagadas e manter distância dos répteis.
Para onde vai “Melissa”?
O futuro imediato aponta que “Melissa” deve avançar para a costa leste de Cuba como um furacão categoria 3 na quarta-feira, segundo previsões do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, prevendo ventos máximos em torno de 195 km/h.
Alertas também foram emitidos para as províncias orientais cubanas como Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo, que já enfrentam escassez crítica de alimentos e medicamentos.
Além disso, partes das Bahamas também se preparam para receber o impacto do furacão com recomendações para evacuação das populações locais em áreas vulneráveis.
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