“Fruto de 7 de outubro”, diz porta-voz do Hamas sobre reconhecimento da Palestina
"Antes de 7 de outubro, houve algum país que ousou reconhecer a Palestina? Dê-me um exemplo!", perguntou Ghazi Hamad ao jornalista
Ghazi Hamad, um dos porta-vozes do movimento terrorista Hamas, declarou à Al Jazeera, nesse fim de semana, que a iniciativa da França e de vários outros países ocidentais de reconhecer um Estado Palestino foi uma consequência direta do massacre de 7 de outubro de 2023 contra israelenses:
“A iniciativa de vários países de reconhecer um Estado Palestino é um dos frutos do 7 de outubro”, afirmou.
“Antes de 7 de outubro, houve algum país que ousou reconhecer a Palestina? Dê-me um exemplo!”, perguntou ele ao jornalista do canal catariano.
Na ausência de resposta, continuou, afirmando que os ataques de outubro de 2023 permitiram que “o mundo inteiro abrisse os olhos para a causa palestina” e estabelecesse esta constatação: “O povo palestino é um povo que merece uma pátria”.
“Não deixe o terrorismo conseguir o que quer”
A declaração provocou indignação entre autoridades israelenses. O Ministério das Relações Exteriores de Israel compartilhou a gravação da entrevista em sua conta no X, com a seguinte legenda: “Não deixe o terrorismo conseguir o que quer”.
O Ministro Gideon Sa’ar também reagiu à declaração na rede social. Lembrando que este “alto funcionário terrorista agradece à França, ao Reino Unido e ao Canadá por reconhecerem um Estado palestino”, ele continuou: “Quando uma pessoa assim o aplaude, o que isso diz sobre você?”
Em 29 de julho, durante uma coletiva de imprensa, Gideon Sa’ar já havia expressado sua firme oposição ao plano de reconhecimento:
“Estabelecer um Estado palestino hoje significa estabelecer um Estado do Hamas, um Estado jihadista. Isso não vai acontecer”, afirmou.
“Israel não será a Tchecoslováquia do século XXI”, insistiu, referindo-se ao abandono do país por seus aliados ocidentais durante o Acordo de Munique em 1938, que permitiu a Hitler anexar parte do território (os Sudetos).
Canadá e o Reino Unido já declararam estar determinados a seguir o exemplo da França no reconhecimento da Palestina. Outros Estados ocidentais seguiram o exemplo nos últimos dias, como Espanha, Portugal e Austrália.
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