França reforça segurança em locais judaicos após atentado em Washington
Macron classificou o ataque como “antissemita” e expressou condolências às famílias do casal de diplomatas mortos
O governo francês ordenou nesta quinta-feira, 22, o reforço da segurança em sinagogas, escolas, comércios e centros culturais ligados à comunidade judaica, após o atentado que matou dois funcionários da embaixada de Israel em Washington, nos Estados Unidos.
A decisão foi comunicada pelo ministro do Interior, Bruno Retailleau, em comunicado enviado a autoridades locais. O reforço contará com apoio da Operação Sentinela — força militar criada após ataques terroristas em 2015 — e deverá ser “visível e dissuasivo”.
Além dos locais religiosos e comunitários, a medida abrange representações diplomáticas e veículos de imprensa judaicos.
Retailleau também pediu aos prefeitos que articulem ações com procuradores locais para coordenar medidas de controle de identidade, bagagens e veículos.
O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou o ataque como “antissemita” e expressou condolências às famílias das vítimas e ao presidente israelense, Isaac Herzog.
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Atentado em Washington
O atentado ocorreu na noite de quarta-feira do lado de fora do Museu Judaico em Washington, onde era realizado um evento organizado pelo American Jewish Committee (AJC).
As vítimas foram identificadas como Yaron Lischinsky, 28, israelense com cidadania alemã, e Sarah Milgrim, 27, americana. Ambos trabalhavam na missão diplomática de Israel.
Segundo o embaixador israelense Yechiel Leiter, Lischinsky havia comprado um anel de noivado e pretendia pedir Milgrim em casamento na semana seguinte, em Jerusalém.
O atirador foi identificado como Elias Rodriguez, 30 anos, morador de Chicago. Ele foi detido no local após gritar “Palestina livre” e frases como “há apenas uma solução: revolução da intifada”.
Testemunhas relataram que ele sacou um lenço vermelho do bolso — símbolo associado à militância palestina — e confessou o crime ao ser levado para dentro do museu. A arma usada foi encontrada escondida nos arbustos ao lado do prédio.
A embaixada de Israel nos EUA divulgou nota em que lamenta a perda de “dois amigos e colegas” e afirma que “toda a equipe está de coração partido”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se manifestou:
“Esses assassinatos horríveis, obviamente motivados por antissemitismo, devem cessar imediatamente. Ódio e radicalismo não têm lugar na América.”
Milgrim e Lischinsky eram contratados localmente pela embaixada e engajados na busca por soluções pacíficas para o Oriente Médio. Em suas redes sociais, expressavam apoio ao diálogo com países árabes e à cooperação ambiental e inter-religiosa.
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