Flórida reconhece ouro e prata como moeda
Estado adota legislação inédita entre grandes economias regionais dos EUA
O governador Ron DeSantis sancionou uma lei que torna a Flórida o primeiro grande estado americano a reconhecer ouro e prata como moedas.
A norma, aprovada por unanimidade na Câmara e no Senado estaduais, entrará em vigor em 1º de julho de 2026, desde que as regras de implementação sejam aprovadas até novembro de 2025.
De acordo com o House Bill 999, moedas de ouro com pureza mínima de 99,5% e de prata com pureza de 99,9% poderão ser usadas para o pagamento de dívidas e tributos, desde que tragam marcações de peso, pureza e local de cunhagem.
A Constituição dos Estados Unidos proíbe os estados de emitirem moeda própria, mas permite que reconheçam ouro e prata como moeda.
A legislação também autoriza plataformas financeiras, casas de câmbio e órgãos públicos a aceitarem pagamentos nesses metais. Compras que atendam aos critérios técnicos ficarão isentas de imposto sobre vendas.
O uso será voluntário, dependendo de acordo entre as partes.
O governador afirmou que a medida protege os cidadãos contra a desvalorização do dólar. Desde 2015, o ouro triplicou de valor, enquanto a inflação corrói o poder de compra da população.
Em abril, a inflação nos Estados Unidos foi de 2,4% ao ano, com previsão de alta para até 4% em meados de 2026. O dólar acumula queda de cerca de 10% em relação aos picos recentes.
O chefe do Tesouro da Flórida, Jimmy Patronis, classificou os metais como “proteção isenta de impostos contra inflação e desvalorização do dólar” e liderou os estudos que embasaram o projeto.
Caso as regras regulatórias não sejam aprovadas até 1º de novembro de 2025, a lei perderá efeito.
A Flórida se junta a outros oito estados que adotaram medidas semelhantes, mas é o primeiro com peso econômico relevante.
O deputado Doug Bankson, autor da proposta, afirmou que a intenção é restaurar parte do poder de compra perdido desde o fim do padrão-ouro, em 1971.
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Comentários (1)
Annie
28.05.2025 10:47Imagina isso no Brasil.