Filho de Gaddafi é morto na Líbia
Saif al-Islam Gaddafi vivia sob vigilância de milícias locais e era procurado pelo Tribunal Penal Internacional
Saif al-Islam Gaddafi (foto), filho do ex-ditador líbio Muammar Gaddafi, foi morto nesta terça-feira, 3, na cidade de Zintan, a pouco mais de 100 quilômetros de Trípoli.
As autoridades líbias ainda investigam a causa da morte, mas há suspeitas de que ele tenha sido assassinado em um ataque armado em sua residência.
Abdullah Othman Abdurrahim, que representou Gaddafi no diálogo político mediado pela ONU para tratar do conflito líbio, anunciou a morte nas redes sociais. O portal Fawasel Media citou Abdurrahim afirmando que homens armados mataram Saif al-Islam em sua casa.
O filho de Gaddafi estava em Zintan, cidade onde ficou prisioneiro por quase seis anos após sua captura em 2011.
Desde junho de 2017, ele vivia na cidade após receber anistia de um dos governos rivais da Líbia, embora sua liberdade tenha sido sempre limitada pela presença de milícias locais que o vigiavam.
Um tribunal líbio o condenou à pena de morte à revelia em 2015, por incitar a violência e ordenar a morte de manifestantes durante a revolução de 2011.
Mandado de prisão no TPI
O Tribunal Penal Internacional também o procurava por crimes contra a humanidade relacionados à revolta que depôs seu pai.
Nascido em Trípoli, em junho de 1972, Saif al-Islam era o segundo filho de Muammar Gaddafi e de sua segunda esposa, Safiya Farkash.
Ele obteve um doutorado em Filosofia pela London School of Economics e, durante anos, foi considerado a figura reformista dentro do regime de Gaddafi.
O assassinato de Saif al-Islam encerra o capítulo do membro do clã Gaddafi que, por anos, foi o único a tentar um retorno à política líbia, marcando o fim de sua trajetória pública.
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