Famosos criticam reforma na Casa Branca bancada com doações privadas
Celebridades reagem à ampliação e renovação do prédio histórico, obra que segue padrões de preservação e não usa dinheiro público
Celebridades de Hollywood voltaram a criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desta vez por causa da construção de um novo salão de baile na Casa Branca. Famosos acusaram o presidente de “destruir” sua residência oficial.
A obra, estimada em US$ 250 milhões, é totalmente financiada por doações privadas.
Os trabalhos começaram nesta terça, 21, com a demolição parcial da ala Leste, onde trabalha a equipe da primeira-dama. O novo salão terá cerca de 8,3 mil metros quadrados e capacidade para 999 pessoas, quase o dobro do tamanho da residência principal.
Trump afirma que o objetivo é resolver um problema antigo: a falta de espaço para grandes eventos oficiais.
O atual Salão Leste comporta apenas 200 convidados, o que obriga o uso de tendas no gramado sul em jantares de Estado. “É uma melhoria necessária e não custará um centavo ao povo americano”, disse o presidente.
A Casa Branca afirma que a ampliação respeita todos os padrões de preservação histórica e foi desenhada para harmonizar com a arquitetura neoclássica do prédio.
Assessores destacam que o novo espaço será estruturalmente independente, preservando a mansão principal.
Entre os doadores estão grandes empresas americanas.
A Alphabet, controladora do Google e do YouTube, doou US$ 22 milhões como parte de um acordo judicial com Trump. Outras companhias prometeram valores acima de US$ 5 milhões. O presidente também afirmou que contribuirá pessoalmente com parte do valor.
Apesar disso, nomes como Mia Farrow, Barbra Streisand, Mark Hamill e Stephen King reagiram nas redes sociais com comparações radicais.
Farrow afirmou que “Hitler também construiu um grande salão”, enquanto Streisand perguntou “quem paga por essa atrocidade”, mesmo após o governo esclarecer que não há uso de dinheiro público.
Trump rebateu dizendo que as críticas são “fake news” e “fúria fabricada”.
Ele afirmou que o projeto segue a tradição de reformas presidenciais, como as de Theodore Roosevelt e Harry Truman. “Presidentes sonham com esse salão há 150 anos. Agora ele será realidade”, declarou.
Grupos de preservação pediram uma pausa nas obras até a revisão da Comissão Nacional de Planejamento da Capital, mas a Casa Branca garantiu que o processo de aprovação será cumprido sem interromper o cronograma.
O governo diz que a expansão beneficiará administrações futuras e reforçará a infraestrutura de eventos oficiais.
Nas redes sociais, apoiadores de Trump ironizaram as reações de Hollywood, lembrando que as mesmas celebridades já protestaram contra o muro na fronteira, o campo de golfe presidencial e até o cardápio dos jantares de Estado.
Enquanto as máquinas seguem na ala Leste, Trump mantém o tom. “O som da construção é música para meus ouvidos”, publicou no Truth Social.
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