Família processa Tesla por morte em acidente no Texas
Parentes de mulher de 76 anos atingida dentro de casa acusam fabricante e motorista de negligência em ação na Justiça
Um carro da Tesla invadiu uma residência na cidade de Katy, no Texas, na noite do dia 19 deste mês, e matou Martha Avila, de 76 anos, que estava na sala da casa no momento do impacto. A família da vítima entrou com uma ação judicial contra a montadora e o motorista do veículo, Michael Butler, de 44 anos, sob acusação de negligência. O processo foi protocolado no Tribunal Distrital do Condado de Harris.
Veículo atravessou parede da casa
De acordo com a denúncia, Butler trafegava em um Tesla Model 3 pela Rose Hollow Lane quando o carro saiu da via e atingiu a residência da família Barbour em alta velocidade. O motorista relatou às autoridades que o sistema de assistência à direção automatizada do veículo estava ativado no instante da colisão.
Avila ficou presa nos destroços após o carro romper a parede frontal do imóvel, que abrigava também os pais, três crianças pequenas e o genro da vítima, que também se feriu. A idosa foi socorrida e levada de helicóptero a um hospital, onde morreu em decorrência das lesões.
Processo aponta falha em sistema de condução
A ação atribui à Tesla um defeito de projeto nos sistemas de assistência ao motorista, além de publicidade considerada enganosa sobre as capacidades reais da tecnologia. Os autores alegam que o veículo não teria identificado o fim da rua nem a presença da casa à frente, ou teria sofrido aceleração súbita não intencional.
O processo também responsabiliza o condutor por negligência e negligência grave, sustentando que sua conduta gerou risco substancial de lesão corporal grave aos ocupantes do imóvel. Com isso, a família busca indenização superior a US$ 1 milhão, somada a pedido de danos punitivos.
Investigação ainda não aponta defeito mecânico
A perícia preliminar conduzida pelas autoridades do Condado de Harris não identificou, até o momento, indício de falha mecânica no veículo. As investigações seguem em curso, e nenhuma acusação criminal foi formalizada contra o motorista, que não demonstrou sinais de embriaguez segundo o relato policial.
O caso passou a ser acompanhado também por órgãos federais de segurança no transporte, que abriram apurações independentes sobre o acidente. Segundo o advogado da família, Chris Adkins, a intenção é “incluir a Tesla e o motorista do veículo como réus”.
A família relata que, após o acidente, passou a viver em hotéis, já que o imóvel ficou inabitável. O processo determina ainda que a Tesla preserve todos os registros eletrônicos do veículo relacionados ao episódio, incluindo dados de sensores, câmeras e softwares dos sistemas de direção automatizada.
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