Família de senador vítima de atentado processa Petro por ‘incitação ao ódio’
Advogado afirma que o presidente da Colômbia proferiu “discursos estigmatizantes e de ódio” contra Miguel Uribe antes de ataque a tiros
A família do senador e pré-candidato à presidência da Colômbia, Miguel Uribe, entrou com um processo criminal contra o presidente do país, Gustavo Petro, por assédio e incitação ao ódio nas redes sociais.
O advogado do senador, Victor Mosquera, afirmou que Petro teria feito “discursos estigmatizantes e de ódio” contra Uribe antes do atentado, em 7 de junho, quando o opositor foi baleado na cabeça e na coxa durante um comício em Bogotá.
Dias antes, o presidente colombiano referiu-se a Uribe como “neto de um presidente que ordenou a tortura de 10 mil colombianos”, citando indiretamente o ex-presidente Julio César Turbay.
Desde o ataque a tiros, Uribe foi submetido a quatro cirurgias. O hospital no qual o político está internado informou nesta terça, 24, que o estado de saúde do senador apresentou “melhora em relação ao estado crítico”, mas ainda é “grave”.
Um menor de 15 anos e três adultos estão detidos por suposta participação na execução do atentado.
Todos foram indiciados por homicídio doloso e porte ilegal de armas, mas não aceitaram as acusações.
Petro
Dois dias após o atentado, em 9 de junho, Petro sugeriu que a equipe de proteção do senador e pré-candidato à presidência do país, Miguel Uribe, foi “estranhamente reduzida”.
“De minha parte, devo informar que a equipe de proteção do Senador Uribe foi estranhamente reduzida no dia do ataque. De 7 para 3 pessoas. Solicitei ao Conselho de Segurança que investigasse este incidente o mais detalhadamente possível”, publicou no X.
E acrescentou:
“É minha responsabilidade fornecer as informações que temos disponíveis. Já afirmei que estamos trabalhando em hipóteses até o momento, e há muitas hipóteses diferentes.
Não gosto, e devo ser franco, que o ataque a Miguel esteja sendo usado para fins eleitorais. Observei o comportamento prudente de muitos dos meus oponentes, mas outros são definitivamente suicidas para a sociedade e a paz, e buscam impedir que o governo apoie as classes trabalhadora e popular do país”, continuou Petro.
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