F/A-18 Hornet será aposentado pelos Marines até 2030 em retirada gradual da frota
Ao longo de mais de 40 anos, a F/A-18 Hornet se tornou uma das aeronaves de combate mais reconhecidas do Ocidente
Ao longo de mais de 40 anos, a F/A-18 Hornet se tornou uma das aeronaves de combate mais reconhecidas do Ocidente, especialmente no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, que agora acelera sua retirada em favor da família F-35, marcando o fim de um ciclo operacional.
Como ocorre a transição da F/A-18 Hornet para a F-35?
O Corpo de Fuzileiros Navais pretende operar apenas aeronaves táticas de quinta geração até 2030, centradas na família F-35. A F/A-18C/D, conhecida como “Legacy Hornet”, será retirada gradualmente das unidades de combate.
Essa mudança encerra a carreira de manutenção específica da F/A-18 Hornet. Militares podem ser requalificados para a F-35, migrar para outras áreas técnicas ou encerrar seus contratos ao fim do período de serviço.
USMC to phase out Hornet
— Chris Bolton (@CcibChris) May 14, 2026
On 5 May 2026, the US Marine Corps reported that the F/A-18 Hornet will be retired from service. pic.twitter.com/uOrdMbhQYd
Por que a F/A-18 Hornet é considerada limitada hoje?
A modernização da frota busca operar em cenários com alta densidade de ameaças, onde furtividade, fusão de dados e sensores avançados são essenciais. Mesmo atualizada, a F/A-18 Hornet não oferece o mesmo nível de integração e discrição da F-35.
Embora cerca de 50 aeronaves tenham recebido extensão de vida útil e radar de varredura eletrônica ativa, essas melhorias serviram apenas como ponte, compensando atrasos nas entregas da F-35 e permitindo manter a Hornet em serviço por alguns anos extras.
Como será o cronograma de retirada da F/A-18 Hornet?
A desativação da F/A-18 Hornet segue um cronograma escalonado, alinhado ao aumento da disponibilidade da F-35. A unidade de formação de pilotos na Hornet já havia sido desativada em 2018, sinalizando o fim planejado do modelo.
Início da retirada estrutural do vetor na Costa Leste, marcando a primeira fase de encerramento das operações de voo e triagem de células legadas.
Encerramento das atividades na Costa Oeste cerca de doze meses após Beaufort, afunilando a capacidade de manutenção pesada original da frota.
Término definitivo das operações com o modelo no Texas, selando o fechamento do inventário ativo e a transição total para a nova doutrina.
Transferência de células sobreviventes para armazenamento de longo prazo (AMARG), canibalização de peças ou obsolescência programada.
A F/A-18 Hornet ainda será usada em outras forças aéreas?
Alguns países continuarão operando a F/A-18 Hornet por mais tempo. A Espanha pretende manter parte de suas cerca de 69 aeronaves em serviço ao menos até 2035, com possibilidade de extensão até 2040.
Para isso, o país ajusta programas de manutenção, especialmente em aviônica e motores, incluindo contratos de reposição de componentes. Nos Estados Unidos, a Marinha ainda opera as versões Super Hornet F/A-18E/F e a variante EA-18G de guerra eletrônica.
The US Navy hoped to keep the F/A-18 long into the 2030s with the Advanced Super Hornet variant.
— ToughSF (@ToughSf) May 23, 2026
It's got extra range and stealthy Conformal Fuel Tanks, Enclosed Weapon Pods, integrated IRST, additional RAM and enhanced F414 engines with +20% thrust. pic.twitter.com/lj6eDvrbFE
Qual é o legado operacional da F/A-18 Hornet?
Introduzida em 1983, a F/A-18 Hornet atuou em missões de ataque ao solo, superioridade aérea e apoio aproximado, operando tanto em bases terrestres quanto em navios-aeródromos. Tornou-se referência de caça multimissão embarcado.
Sua versatilidade, capacidade de atualização e ampla base logística ajudaram a consolidar sua reputação. As lições em táticas, manutenção e emprego multimissão da F/A-18 Hornet seguem influenciando a doutrina aplicada à família F-35.