Exército colombiano realiza bombardeio e mata 19 dissidentes das FARC
Grupo liderado por guerrilheiro Iván Mordisco disputa território com rival liderado por Calarcá
Bombardeios do exército colombiano na madrugada de segunda, 10, contra um enclave guerrilheiro na Amazônia deixaram 19 mortos, entre dissidentes das FARC sob o comando de Iván Mordisco, o rebelde mais procurado do país.
O presidente Gustavo Petro anunciou na segunda, 10, que ordenou o “bombardeio e a dissolução militar” desta organização comandada por Morisco, após tentativas frustradas de negociar a paz.
Em coletiva, o almirante Francisco Cubides, comandante das Forças Militares, informou que a ofensiva aérea foi ordenada “diante de um ataque iminente dessas estruturas contra os soldados” posicionados em terra na região.
Iván Mordisco
Mordisco é o líder máximo de uma estrutura dissidente das FARC conhecida como Estado-Maior Central (EMC), composta por guerrilheiros que romperam com o acordo de paz de 2016 entre o grupo e o governo colombiano.
Ele manteve negociações de paz com Petro por um ano, mas abandonou as conversas em 2024 e intensificou ações violentas contra o Estado.
Seus milicianos disputam o controle do território amazônico com outro grupo dissidente liderado por um combatente conhecido pelo pseudônimo Calarcá.
Pressão
A ofensiva ocorre em meio à pressão imposta pelo governo americano a Petro.
O presidente colombiano, a primeira-dama Verónica del Socorro Alcocer Garcia, o filho mais velho, Nicolas Petro, e o ministro do Interior, Armando Benedetti foram alvos das sanções dos Estados Unidos em outubro.
A nota do Departamento Tesouro classificou a Colômbia como “maior produtor e exportador mundial” de cocaína.
Segundo o governo dos EUA, a droga é comprada por cartéis mexicanos, que a contrabandeiam pela fronteira sul do país.
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