EUA: Senado confirma Marco Rubio como secretário de Estado
Senador será o primeiro secretário de Estado descendente de latinos imigrantes
Em votação unânime no Senado, Marco Rubio foi confirmado como novo secretário de Estado dos Estados Unidos nesta segunda-feira, 20.
O senador pela Flórida tornou-se o primeiro descendente de latinos a ocupar o importante cargo do governo americano. Ele é filho de imigrantes cubanos, que fugiram para Miami, na Flórida.
Rubio, por isso, abraçou a pauta de combate a regimes autoritários da América Latina.
Desde 2011, ele ocupava um assento no Senado Federal, sendo elogiado até mesmo por colegas do Partido Democrata.
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Venezuela
Segundo Rubio, a ditadura de Nicolás Maduro, na Venezuela, é uma “organização de narcotráfico”:
Lamentavelmente, Venezuela não é governada por um governo, mas por uma organização de narcotráfico que se empoderou como um Estado nacional”, disse.
China
Rubio afirmou que a China é a grande ameaça dos Estados Unidos durante audiência de confirmação nesta quarta-feira, 15.
“Nós aceitamos o Partido Comunista Chinês na ordem global, e eles tiram vantagem de tudo. E eles ignoram todas as obrigações e responsabilidades.”
Ao defender o “America First”, lema de campanha de Trump, Rubio disse que a “globalização é uma arma usada” contra o país.
Além disso, o republicano mandou um recado aos chineses dizendo que os Estados Unidos irão retaliar caso a China invada Taiwan.
Batalhas contra Trump
Antes de unir-se ao presidente eleito, Rubio foi rival de Trump nas acirradas primárias republicanas de 2016.
Na ocasião, Trump o apelidou de “Little Marco”.
A partir disso, os dois alinharam-se nos discursos contra a China, sobre a OTAN e guerra contra a Rússia.
“É uma grande honra anunciar que o senador Marco Rubio, da Flórida, está aqui nomeado para ser o Secretário de Estado dos Estados Unidos. Marco é um líder altamente respeitado e uma voz muito poderosa pela liberdade“, escreveu o presidente eleito.
Moraes
Quando o X (antigo Twitter) foi suspenso no país pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Rubio posicionou-se contrariamente:
“A proibição nacional de X no Brasil, durante o governo Lula, levanta sérias preocupações sobre liberdade de expressão e excesso de poder judicial”, afirmou.
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