EUA pressionam Kim Jong-un a encerrar apoio à Rússia na guerra
Ditador norte-coreano se encontrou com representante russo e reafirmou apoio na invasão à Ucrânia
Os Estados Unidos instaram nesta quinta-feira, 5, o regime norte-coreano a interromper a ajuda militar à Rússia na Ucrânia, após o ditador Kim Jong-un prometer “apoio condicional” ao Kremlin.
“A mobilização militar da Coreia do Norte na Rússia e qualquer apoio fornecido pela Federação Russa à RPDC em troca devem terminar”, afirmou Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado americano.
Nas últimas semanas, Kim Jong-un reuniu-se com o secretário do Conselho de Segurança russo, Sergei Shoigu, a quem reforçou o compromisso norte-coreano em apoiar o posicionamento da Rússia nas questões de política internacional, entre as quais a guerra da Ucrânia.
Kim teria afirmado que a Rússia alcançaria a vitória em sua “causa sagrada da justiça”.
Até pouco tempo, Moscou negava a presença de militares enviados pelo regime de Kim Jong-Un ao conflito.
A estimativa é de que 12.000 soldados de Pyongyang foram à região de Kursk, perto da fronteira com a Ucrânia, para apoiar a invasão da Rússia.
Além disso, a Coreia do Norte teria fornecido uma quantidade significativa de armamento ao país aliado.
Soldados capturados
Em fevereiro, dois soldados norte-coreanos capturados na Ucrânia disseram não saber que estavam indo servir pela Rússia contra a Ucrânia.
Segundo revelou o The Wall Stret Journal, os combatentes reconhecidos como Paek e Ri não sabiam que lutariam do lado aos russos e tinham pouca informação sobre o conflito.
Eles afirmaram que o regime de Kim Jong-Un apresentou a ele suma narrativa ideológica manipulada.
Paek e Ri estão presos em um cárcere de Kiev, na Ucrânia.
Retornar à Coreia do Norte não deve ser uma ideia pensada pelos combatentes.
Ambos podem ser mortos sob alegação de “traição”.
O país rival, a Coreia do Sul, pode ser uma alternativa para os militares.
O governo sul-coreano ofereceu proteção.
Na reportagem, o The Wall Street Journal contou que os dois são os únicos norte-coreanos capturados vivos.
De acordo com a Ucrânia, 4.000 combatentes enviados pelo regime de Kim Jong-Un foram mortos ou feridos.
Leia mais: Putin agradece a militares norte-coreanos por apoio à guerra na Ucrânia
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