EUA impõem sanção a indivíduos ligados à indústria petrolífera iraniana
Medida é a segunda rodada de penalidades aplicadas a pessoas próximas ao regime de Teerã
Seguindo a estratégia de “pressão máxima” sobre regime iraniano, o governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira, 24, uma nova rodada de sanção contra indivíduos e embarcações ligadas à indústria petrolífera de Teerã.
Segundo a porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce, a medida atingirá mais de 30 pessoas próximas ao regime iraniano, além de navios de corretagem, venda e transporte de petróleo do Irã.
Washington classificou os sancionados como uma engrenagem de “facilitadores de transporte ilícito”, que enviou “dezenas de milhões de barris de petróleo bruto, avaliados em centenas de milhões de dólares” para fugir de restrições internacionais.
Todas as propriedades de indivíduos sancionados localizadas nos Estados Unidos – ou sob o controle de pessoas americanas – serão bloqueadas e devem ser reportadas ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).
A medida atinge ainda qualquer empresa que tenha pelo menos 50% de participação em algum negócio ligado a essas pessoas.
Entre os penalizados pelos EUA, estão corretores de petróleo dos Emirados Árabes Unidos e Hong Kong. Além deles, operadores de navios da Índia e China foram atingidos. As sanções também serão estendidas a empresas sediadas na Malásia, Seychelles e Emirados Árabes Unidos, acusadas de atuar como intermediárias na venda de petróleo iraniano.
No início do ano, o governo Trump anunciou a primeira rodada de sanção contra “aqueles que facilitam” o comércio de petróleo bruto iraniano, com objetivo de diminuir as receitas do regime de Teerã.
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