EUA enviam 6 toneladas de medicamentos à Venezuela
Departamento de Estado não esclarece se material foi doação ou compra feita com recursos do petróleo venezuelano controlado por Washington
Os Estados Unidos enviaram à Venezuela, nesta sexta-feira, 13, mais de 6 toneladas de insumos médicos. O Departamento de Estado classificou a operação como a primeira etapa de um esforço amplo para reforçar o abastecimento de materiais de saúde no país sul-americano.
A nota oficial apresenta o envio como parte do “plano de estabilização, recuperação e transição”. O documento, porém, omite informação sobre a origem dos recursos: não especifica se houve doação ou se o material foi adquirido com receitas do petróleo venezuelano, depositadas pelos Estados Unidos em uma conta no Catar.
O Departamento de Estado afirmou que a iniciativa representa “assistência externa dos ‘Estados Unidos Primeiro’ em ação”, com “apoio rápido e estabilizador em nosso hemisfério, com resultados claros e total prestação de contas”.
Controle sobre exportações de petróleo
Após a deposição do presidente Nicolás Maduro, o governo americano anunciou que passaria a controlar as exportações de petróleo da Venezuela. Na ocasião, o presidente Donald Trump declarou que os valores arrecadados seriam destinados à compra de produtos americanos.
A distribuição dos medicamentos ficará a cargo do Ministério da Saúde “provisório” venezuelano. O comunicado aponta que “esses medicamentos essenciais vão ajudar a estabilizar o sistema de saúde venezuelano”.
Mudança na política de ajuda externa
A remessa acontece em um momento de reformulação da política externa americana. No início do segundo mandato, Trump determinou o encerramento das atividades da USAID, a principal agência de assistência humanitária do país. O governo informou que outro mecanismo substituirá a agência, sem detalhar o modelo.
O Departamento de Estado indicou que a estratégia visa “atrair investimento responsável do setor privado” e conduzir a Venezuela “para uma maior autossuficiência, em consonância com nossa abordagem de promover o comércio, e não a ajuda”.
A resposta do governo venezuelano à chegada dos insumos ainda não foi divulgada. Também não há detalhes sobre a composição dos materiais enviados ou sobre os critérios de distribuição adotados pelo Ministério da Saúde provisório.
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