EUA confirmam ataques a “narcoterroristas” no Pacífico
Operações militares coordenadas por Washington somam 107 óbitos desde setembro; governo Trump cita destruição de infraestrutura para o tráfico de drogas
O governo dos Estados Unidos confirmou nesta segunda-feira, 29, a execução de uma nova ofensiva contra um barco no Oceano Pacífico. O Pentágono apontou a embarcação como suspeita de transporte de narcóticos, ação que resultou na morte de duas pessoas, tratadas como “narcoterroristas”.
De acordo com o Comando Sul dos Estados Unidos, no X, “em 29 de dezembro, sob a direção de @SecWar Pete Hegseth, a Força-Tarefa Conjunta Southern Spear realizou um ataque cinético letal contra uma embarcação operada por Organizações Terroristas Designadas em águas internacionais. Informações de inteligência confirmaram que a embarcação estava transitando por rotas conhecidas de narcotráfico no Pacífico Oriental e estava envolvida em operações de narcotráfico. Dois narcoterroristas do sexo masculino foram mortos. Nenhum militar dos EUA ficou ferido”.
O comunicado omitiu o ponto geográfico exato onde ocorreu a abordagem. Donald Trump classificou o combate ao comércio internacional de substâncias ilícitas como diretriz de segurança nacional desde a posse em seu segundo mandato, em janeiro de 2025.
Até o momento, Washington não apresentou evidências que comprovem a presença de entorpecentes nos barcos atacados.
A intensificação das patrulhas e o uso de força letal fazem parte de um cronograma estabelecido no segundo semestre do ano anterior. O número de mortes apresenta crescimento conforme as operações se tornam habituais no Caribe e no Pacífico.
Presença militar e fronteiras terrestres
Donald Trump declarou a execução de uma operação contra uma instalação de grande porte na Venezuela. Segundo o republicano, a manobra destruiu uma estrutura portuária utilizada por criminosos na última semana.
Em entrevista, afirmou que “houve uma grande explosão na área do cais onde os barcos são carregados com drogas”. Os dados sobre o método de ataque ou a localização da detonação permanecem sob sigilo governamental.
Apesar da afirmação da Casa Branca, as autoridades venezuelanas não reportaram incidentes militares em seu território. Observadores da região também não confirmaram relatos de explosões no litoral do país até o presente momento.
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