EUA cobram libertação de reféns e vetam cessar-fogo em Gaza
Com poder de veto, o país foi o único a votar contra a proposta apresentada pelos dez integrantes não permanentes do Conselho de Segurança da ONU
Os Estados Unidos vetaram nesta quarta-feira, 20, uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU que pedia cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza sem exigir explicitamente a libertação dos reféns mantidos pelo grupo terrorista.
Com poder de veto, o país foi o único a votar contra a proposta apresentada pelos dez integrantes não permanentes do conselho.
Segundo o vice-embaixador dos EUA na ONU, Robert Wood (foto), Washington deixou claro que só apoiaria uma resolução que exigisse explicitamente a libertação imediata de reféns como parte de um cessar-fogo.
“Deixamos claro durante as negociações que não poderíamos apoiar um cessar-fogo incondicional que não libertasse os reféns. Porque, como este Conselho já pediu anteriormente, um fim duradouro para a guerra deve vir com a libertação dos reféns. Esses dois objetivos urgentes estão inextricavelmente ligados. Esta resolução abandonou essa necessidade e, por esse motivo, os Estados Unidos não puderam apoiá-la”, afirmou.
A mensagem que a declaração daria ao Hamas
Para o diplomata americano, a resolução, se tivesse sido aprovada, deixaria a “perigosa” mensagem ao Hamas de que “não há necessidade de voltar à mesa de negociações”.
“O Hamas teria visto isso como uma justificativa para sua estratégia cínica, de esperar e rezar para que a comunidade internacional se esqueça do destino de mais de 100 reféns, de mais de 20 estados-membros, que estão presos há 410 dias. Não podemos deixar que isso aconteça. Nunca”, disse.
Reféns americanos em Gaza
Wood também lembrou que há sete cidadãos americanos nas mãos do Hamas.
“Não os esqueceremos”, afirmou.
“De nossa parte, continuaremos buscando uma solução diplomática que traga paz, segurança e liberdade aos palestinos em Gaza”, acrescentou.
Membros do Conselho de Segurança se recusam a condenar o Hamas
O vice-embaixador americano também criticou “alguns membros deste conselho” que “ignoram a intransigência cruel do Hamas e, de fato, se recusam a condenar o Hamas”.
“Alguns membros deste conselho não parecem querer confrontar a realidade de que, hoje, não é Israel que está no caminho de um cessar-fogo e acordo de reféns. É o Hamas”, continuou.
“É inexplicável que, mais de 13 meses depois daquele dia, alguns membros deste Conselho estejam ignorando a trama e se recusem a reconhecer que foi o Hamas que instigou este conflito. Foi o Hamas que colocou milhões de civis palestinos em perigo e levou a região à beira de uma guerra maior”, completou.
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