EUA chegam a acordo com México, UE e Japão por terras raras
Aliança tem como objetivo reduzir a dependência do mercado chinês na produção de tecnologia e equipamentos de defesa
O governo dos Estados Unidos chegou a um acordo com o México, a União Europeia e o Japão para exploração conjunta de minerais críticos. O acordo foi anunciado nesta quarta-feira, 4, após encontro ministerial em Washington, com o intuito de estruturar cadeias de fornecimento estáveis.
A iniciativa responde à hegemonia da China no segmento de terras raras. Governos de países desenvolvidos monitoram o controle exercido por Pequim sobre esses recursos.
“O anúncio de hoje demonstra o compromisso compartilhado dos Estados Unidos e do México em abordar as distorções do mercado global que deixaram as cadeias de suprimentos de minerais críticos da América do Norte vulneráveis a interrupções”, declarou Jamieson Greer, representante americano.
O projeto prevê a criação de normas comerciais conjuntas para diminuir a fragilidade das rotas de entrega. As autoridades pretendem identificar minérios prioritários e avaliar a implementação de preços mínimos na fronteira. A consulta sobre o modelo de tarifação deve ocorrer no período de 60 dias.
Cooperação com bloco europeu e mercado japonês
Washington e Bruxelas projetam finalizar um memorando de entendimento em 30 dias. O documento visa incentivar a demanda e ampliar as fontes de extração. A cooperação abrange etapas de mineração, refino e reaproveitamento de materiais.
O Departamento de Estado coordenará os esforços para diminuir incertezas no provimento desses itens. O Japão integra o movimento de coordenação entre as três potências econômicas. Tóquio já possui diretrizes próprias com os americanos firmadas em outubro de 2025.
O pacto nipo-americano garante a obtenção de insumos por meio de beneficiamento mineral. As frentes de atuação são equivalentes às discutidas com os europeus. O grupo planeja criar mecanismos de subsídios e acordos de compra antecipada.
Argentina pode ser a próxima
A Argentina aparece como alternativa para a fabricação de terras raras no continente. Segundo o secretário Marco Rubio, o país dispõe de jazidas naturais e expertise técnica. O processamento local é visto como um diferencial para o mercado externo.
“A Argentina não tem apenas capacidade em termos de recursos naturais (…) não apenas para os Estados Unidos, mas para o mundo”, afirmou Rubio.
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Comentários (1)
Ita
04.02.2026 16:44E o Brasil? já ficou para trás? ou vai juntar-se ao SUL GLOBAL???? KKKKKKKKK