EUA: chefe militar para América Latina pede demissão
Secretário exige alinhamento na cúpula de defesa, enquanto polêmica diplomática marca passagem de alto oficial por território brasileiro
O almirante Alvin Holsey, comandante das atividades militares dos Estados Unidos na América Latina, anunciou que deixará o posto no fim deste ano. O pedido de demissão acontece em meio às tensões entre EUA e Venezuela, e aos questionamentos sobre o alinhamento ideológico imposto pelo secretário da Guerra, Pete Hegseth.
Nem o secretário Hegseth, nem o almirante Holsey deram explicações sobre a saída, mas, de acordo com o jornal The New York Times, as discordâncias entre os dois oficiais se acirraram, depois que Holsey colocou em dúvida a legitimidade dos ataques a barcos que, segundo Trump, transportavam drogas da Venezuela para os EUA.
Analistas da política militar indicam que as demissões não se restringem a oficiais negros. As saídas alcançam também mulheres que ocupavam posições de comando.
Críticos sugerem que estes eventos integram a campanha conduzida por Hegseth contra as políticas de diversidade e inclusão dentro das Forças Armadas americanas.
Tensão diplomática com autoridades brasileiras
O oficial Holsey, antes de deixar o cargo, envolveu-se em um incidente com o Brasil, em sua primeira visita oficial ao país, realizada no fim de maio.
Durante a agenda, Holsey requisitou a inspeção de uma instalação militar de menor relevância. O local escolhido para a visita era a capital do Acre, Rio Branco.
O pedido gerou confusão e desconforto nos anfitriões brasileiros. A viagem de Holsey acabou por ser interrompida e cancelada após o episódio.
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