EUA: Casa da Moeda esconde funcionários woke para tentar driblar Trump
Antes de ordem de demissão, progressistas foram realocados para evitar cortes
A Casa da Moeda dos Estados Unidos (U.S. Mint) transferiu secretamente cinco funcionários ligados a políticas identitárias para outros departamentos antes que o presidente Donald Trump pudesse demiti-los, revelou um denunciante ao The Free Press.
Em 20 de janeiro, Trump assinou um decreto extinguindo cargos e programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) em todo o governo federal. No entanto, a US Mint já havia fechado seu Escritório de Equidade e Inclusão (OEI) em 3 de dezembro de 2024 e realocado os funcionários para outros setores, garantindo sua permanência na estrutura estatal.
Brian Martin (foto), ex-gerente de conteúdo digital da US Mint, contou que dois dos remanejados passaram a ocupar seu antigo cargo no setor de relações públicas. Antes de ser afastado para o departamento de vendas e marketing, foi informado pela chefe de capital humano da Mint, Cami McClain, que a mudança seria por “eficiência” e “necessidades empresariais”.
Sentindo-se prejudicado, Martin apresentou uma queixa ao Escritório de Gestão de Pessoal e ao sindicato dos funcionários do Tesouro, mas sua reclamação foi negada.
Os cinco ex-funcionários do setor identitário da Mint, que juntos receberam US$ 722.755 em salários em 2023, foram reposicionados estrategicamente.
Três foram alocados no Departamento de Relações Públicas: Dennis Fish, ex-chefe de Equidade e Inclusão, agora é chefe de Relações Públicas; Vicky Best-Morris manteve o título de Coordenadora de Alcance Comunitário; e Luz Sullivan se tornou Analista de Gestão. Outros dois foram enviados para o setor de Igualdade de Oportunidades da US Mint.
Após a assinatura da ordem executiva de Trump, a US Mint também tentou apagar rastros da conexão dos funcionários com as políticas progressistas. Em 24 de janeiro, emails internos mostraram que um designer web recebeu ordens para remover qualquer menção ao histórico de Fish no setor identitário do site da agência.
Martin se opôs à mudança, mas a edição foi feita de qualquer maneira.
Ilya Shapiro, diretor de estudos constitucionais do Manhattan Institute, afirmou que o caso pode violar o decreto de Trump, dependendo se os funcionários estão desempenhando funções reais ou apenas encobrindo a continuidade das políticas extintas.
O episódio se soma a outras tentativas de órgãos federais de driblar a decisão presidencial, como o desaparecimento de executivos woke na PBS e a remoção de termos progressistas em programas de financiamento da National Science Foundation.
Martin, que serviu no Exército por 12 anos e recebeu a Medalha de Serviço Meritório de Defesa, disse que se sente “impotente” diante das manobras internas da Mint e considera processar a agência. “Tentei esperar para ver se fariam a coisa certa, mas a verdade é que minha carreira pode ter chegado ao fim”, lamentou.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)