EUA bombardeiam sul do Irã em meio a cessar-fogo
Pentágono classifica ação como “autodefesa” enquanto acordo nuclear ainda não foi fechado
Forças militares americanas atacaram alvos no sul do Irã nesta segunda-feira, 25, durante a vigência do cessar-fogo entre os dois países e no momento em que diplomatas trabalham para encerrar o conflito iniciado em fevereiro.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) justificou a operação como medida preventiva para proteger soldados americanos na região. O Irã não havia emitido qualquer declaração oficial sobre o episódio até as 20h (horário de Brasília).
Ataques a lançadores e embarcações
Segundo o CENTCOM, os bombardeios tiveram como alvos lançadores de mísseis e embarcações que se deslocavam em direção ao Estreito de Ormuz com o objetivo de depositar minas marítimas. “Defenderemos nossas tropas com ataques moderados durante o cessar-fogo em vigor”, afirmou o Comando em nota oficial.
Uma fonte americana sob anonimato declarou à Fox News que uma base iraniana teria tentado atingir caças dos EUA antes da resposta militar. Os barcos avistados no Estreito de Ormuz foram destruídos antes de concluir a missão, segundo a mesma autoridade.
Paz distante, pressão crescente
Segundo a Folha, o presidente Donald Trump sinalizou nesta segunda que as negociações podem se prolongar além do esperado. “O acordo com o Irã será excelente e significativo ou não haverá acordo algum”, disse Trump.
O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que Washington dará “todas as chances” à diplomacia antes de recorrer a outras medidas. Rubio citou como pontos centrais das conversas a reabertura do Estreito de Ormuz e a definição de um prazo concreto para negociar a questão nuclear iraniana.
O próprio regime iraniano reconheceu que, apesar de avanços, ambos os lados ainda estão distantes de um acordo definitivo.
O conflito e suas consequências
A guerra teve início em 28 de fevereiro de 2026, quando EUA e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã.
Desde então, o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento de petróleo mundial, opera em condições precárias, e os bombardeios iranianos atingiram outros países da região, provocando alta nos preços de energia globalmente.
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