EUA aplicam sanções contra “arquitetos da brutal repressão” no Irã
Medida atinge Ali Laranji, comandantes da Guarda Revolucionária e entidades ligadas à lavagem de dinheiro do petróleo iraniano
Os Estados Unidos aplicaram sanções nesta quinta-feira, 15, contra autoridades de segurança do regime iraniano, classificadas como “arquitetos da brutal repressão contra manifestantes” insatisfeitos com a ditadura teocrática do aiatolá Ali Khamenei.
Entre os alvos está Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional (CSSN), considerado um dos primeiros líderes a incentivar a violência contra o povo iraniano
Também foram sancionados quatro comandantes regionais das Forças de Segurança do Estado e da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês), por seu papel na repressão nas províncias de Lorestan e Fars.
Além disso, os EUA impuseram sanções a 18 pessoas e entidades envolvidas na lavagem de dinheiro proveniente da venda de petróleo e produtos petroquímicos iranianos para mercados internacionais. Segundo o Tesouro, os recursos são usados para financiar a repressão e apoiar grupos terroristas no exterior.
“Essas operações fazem parte de um “sistema bancário paralelo” operado por instituições financeiras iranianas já sancionadas, como o Bank Melli e o Shahr Bank”, diz a nota assinada pelo secretário de Tesouro Scott Bessent.
Em 2025, o OFAC sancionou mais de 875 pessoas, embarcações e aeronaves como parte desta campanha.
“Desde o início dos protestos em dezembro de 2025, as forças de segurança do Irã dispararam munição real contra os manifestantes, privando o povo iraniano de vida e liberdade. Elementos da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) chegaram a atacar manifestantes feridos em um hospital na província de Ilam, lançando gás lacrimogêneo e balas de borracha contra as dependências do hospital e agredindo pacientes, familiares e profissionais de saúde. Os oficiais sancionados hoje — e suas organizações — são responsáveis pelas milhares de mortes e ferimentos de seus concidadãos, decorrentes dos protestos que eclodiram em cada uma dessas províncias”, afirma.
E acrescenta: “Em vez de usar essas receitas para beneficiar o povo iraniano, que enfrenta uma calamidade econômica em meio à inflação galopante e déficits massivos causados pela má gestão econômica do regime, esses fundos são usados para financiar a repressão do regime contra o povo iraniano e seu apoio a grupos terroristas no exterior”.
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