EUA anunciam novas sanções contra Cuba
Nove entidades ligadas à mineração e à metalurgia, além do Ministério da Construção, entram na lista de punições dos EUA contra a ilha
O governo dos Estados Unidos ampliou o cerco econômico a Cuba ao sancionar nove entidades cubanas, a maioria dos setores de mineração e metalurgia, incluindo o Ministério da Construção. A medida também alcançou dirigentes do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), segundo anúncio do secretário de Estado americano, Marco Rubio.
De acordo com Rubio, as empresas atingidas “apoiam a máquina repressiva do regime ao controlarem setores econômicos-chave”.
O chefe da diplomacia americana acusou Cuba de manter, por meio do ICAP, “uma ampla rede nos EUA destinada a identificar, recrutar e radicalizar elementos subversivos que operam principalmente sob o pretexto de intercâmbios educacionais ou culturais”.
Rubio afirmou que o governo cubano teria tentado usar o centenário de Fidel Castro para reforçar essa articulação, enviando a Havana uma nova brigada de simpatizantes internacionais em contato com autoridades locais. O secretário, de origem cubana, é apontado como principal formulador da política de pressão máxima do presidente Donald Trump sobre a ilha.
Cuba rebate medida
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, reagiu pelo X. Ele afirmou que Rubio “continua punindo empresas cubanas com o propósito deliberado de afetar” a economia e de dificultar que o governo “garanta os serviços básicos à população”.
A nova rodada de sanções se soma ao embargo petroleiro de fato mantido pelos Estados Unidos desde janeiro, responsável por agravar a crise energética cubana e provocar apagões frequentes. Medidas anteriores já haviam mirado o conglomerado Gaesa, controlado por militares e fundado por Raúl Castro em 1995, alvo central da política americana para a ilha.
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