EUA anunciam chegada do porta-aviões USS Gerald R. Ford ao Caribe
Almirante Alvin Holsey afirma que militares americanos estão “prontos para combater as ameaças transnacionais”
Os Estados Unidos anunciaram neste domingo, 16, a chegada do USS Gerald R. Ford – considerado o porta-aviões mais avançado da frota americana – ao mar do Caribe.
A embarcação navega acompanhada por cruzadores e destróieres lança-mísseis. O grupo se soma à força naval que os EUA mantêm desde agosto na região, formada por navios de guerra e unidades de fuzileiros navais.
A Marinha americana classifica a operação como parte das ações antidrogas conduzidas pelo Comando Sul (Southcom), responsável por operações no Caribe e na América do Sul.
Segundo o Southcom, o novo destacamento integrará os meios que já atuam na região.
Nas últimas semanas, os EUA realizaram mais de 20 ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico, ações que deixaram ao menos 76 mortos. Washington acusa os alvos de transportar drogas para o país.
Ao anunciar a chegada do porta-aviões, o almirante Alvin Holsey afirmou que os militares estão “prontos para combater as ameaças transnacionais que buscam desestabilizar nossa região”.
Ele disse ainda que a mobilização representa “um passo fundamental” para reforçar a segurança do Hemisfério Ocidental.
A operação integra a chamada Operação Lança do Sul, definida pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, como a maior concentração de poder de fogo americano na região em décadas.
O movimento ocorre enquanto o governo Trump discute possíveis ações contra o regime do ditador Nicolás Maduro.
Na sexta-feira, Maduro afirmou ter “meio que” decidido os próximos passos, sem detalhar as alternativas. Fontes relataram que militares e altos funcionários passaram os últimos dias reunidos na Casa Branca para avaliar opções, incluindo ataques terrestres.
“Mobilização permanente”
No sábado, como mostramos, Maduro convocou uma mobilização permanente nas seis regiões orientais do país após a decisão dos Estados Unidos de retomar exercícios militares em Trinidad e Tobago.
Durante o ato, ele pediu que “todas as forças populares, sociais, políticas, militares e policiais” se mantenham nas ruas, com “fervor patriótico”, para enfrentar o que chamou de “barcos imperialistas” e “ameaças militares”.
Ele afirmou que as atividades americanas em águas trinitárias representam “exercícios irresponsáveis”.
O regime chavista quer concentração especial nos estados de Bolívar, Delta Amacuro, Monagas, Anzoátegui, Nueva Esparta e Sucre, este último perto da ilha de Trinidad.
Maduro orientou atuação conjunta das bases civis e das forças armadas “com a bandeira da Venezuela em alto”.
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