EUA admitem ofensiva militar contra Irã se diplomacia falhar
Presidente americano afirma que liderará ação militar caso negociações nucleares não avancem
O governo dos Estados Unidos voltou a admitir a possibilidade de uma ação militar contra o Irã, caso as negociações em andamento não resultem em um novo acordo para conter o programa nuclear do regime radical islâmico.
Em entrevista à revista Time, o presidente Donald Trump afirmou que, se a via diplomática fracassar, estará disposto a “liderar o grupo” rumo a uma ofensiva armada contra Teerã.
As declarações antecedem uma nova rodada de conversas entre representantes norte-americanos e iranianos em Omã, prevista para este sábado. O objetivo é evitar que o Irã atinja a capacidade técnica de produzir uma bomba nuclear.
Atualmente, o país enriquece urânio a níveis superiores a 60%, muito próximos dos 90% exigidos para uso militar.
O presidente foi questionado sobre a possibilidade de o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, arrastá-lo para uma guerra.
Ele negou, dizendo que não entraria em um conflito de forma involuntária, mas que poderia optar por isso se não houvesse alternativa: “Posso entrar muito voluntariamente, se necessário”.
Trump também rejeitou relatos de que teria impedido Israel de atacar o Irã, afirmando apenas que buscou evitar a escalada naquele momento, apostando na chance de um acordo.
A política externa dos Estados Unidos em relação ao Irã passou por mudanças radicais nas últimas administrações.
Em 2015, o governo Obama negociou um acordo com o regime dos aiatolás e outras potências, prevendo a suspensão de sanções econômicas em troca de limitações ao programa nuclear iraniano.
Como parte do arranjo, Washington liberou bilhões de dólares em ativos do Irã congelados no exterior e realizou, de forma sigilosa, a entrega em dinheiro vivo de cerca de US$ 1,7 bilhão transportados em aeronaves estrangeiras.
Nenhuma dessas concessões impediu o Irã de continuar desenvolvendo sua capacidade atômica.
Durante o governo Trump, os Estados Unidos abandonaram o pacto, alegando que o regime iraniano descumpria seus termos e utilizava os recursos recebidos para financiar milícias e atividades hostis no Oriente Médio.
Os Estados Unidos insistem que o Irã não poderá, sob nenhuma circunstância, obter uma arma nuclear. Caso a diplomacia não funcione, a ameaça de uma resposta militar permanece sobre a mesa.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)