Estruturas misteriosas surgem em floresta nas nuvens e intrigam cientistas
Parque, situado a mais de 3.000 metros acima do nível do mar, foi o lar da civilização Chachapoya entre os séculos VII e XVI.
O Parque Nacional Rio Abiseo, localizado na região de San Martin, nos Andes peruanos, é possui uma floresta de grande interesse arqueológico. Este parque, situado a mais de 3.000 metros acima do nível do mar, foi o lar da civilização Chachapoya entre os séculos VII e XVI.
Recentemente, arqueólogos do World Monuments Fund descobriram mais de 100 estruturas até então desconhecidas, ampliando nosso entendimento sobre essa antiga civilização.
Os Chachapoyas, conhecidos como “povo da floresta nublada”, habitavam uma região rica em biodiversidade e beleza natural. A descoberta dessas estruturas, que incluem centros urbanos sofisticados, plataformas cerimoniais e terraços agrícolas, revela a complexidade e a organização social dessa sociedade pré-colombiana.
O parque, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial Misto, continua a surpreender com suas revelações arqueológicas.
Como a tecnologia avançada ajudou nas descobertas?
Entre 2022 e 2024, os pesquisadores utilizaram tecnologias avançadas como LiDAR aéreo e manual, fotogrametria e análise tecnomorfológica para mapear detalhadamente a área de Gran Pajatén.
Este local, conhecido por suas construções cerimoniais decoradas com frisos em alto-relevo, foi minuciosamente documentado, permitindo aos arqueólogos ver através da densa cobertura florestal e interpretar as técnicas de construção e o layout do local.
O uso dessas tecnologias não apenas facilitou a descoberta de novas estruturas, mas também preservou o ambiente delicado do parque.
Segundo Benedicte de Montlaur, presidente e CEO do WMF, a combinação de tecnologia avançada e métodos de conservação cuidadosos permitiu uma documentação visual e científica extraordinária, trazendo à vida a história de Gran Pajatén.
Qual é a importância das novas florestas descobertas?
As descobertas no Parque Nacional Rio Abiseo são significativas por várias razões.
Em primeiro lugar, elas confirmam que Gran Pajatén não é um complexo isolado, mas parte de uma rede articulada de assentamentos pré-hispânicos. Isso sugere que os Chachapoyas tinham um território bem conectado, com sistemas hierárquicos complexos.
Além disso, a análise das camadas de solo indica que a presença Chachapoya em Gran Pajatén remonta ao século XIV, com evidências de uso ainda mais antigo.
A descoberta de estradas pré-hispânicas próximas reforça a ideia de que esta civilização estava interligada com outras regiões, ampliando nossa compreensão sobre suas interações sociais e econômicas.
¿Conoces el Parque Nacional del Rio Abiseo?, Dejanos tu tweet 😀@SERNANP @MinamPeru pic.twitter.com/cWIvPw1ssu
— Parque Nacional del Rio Abiseo (@PN_RioAbiseo) February 14, 2020
Quais são os desafios e próximos passos?
Apesar das descobertas, muitos dos sítios arqueológicos permanecem frágeis e cobertos por vegetação. A equipe de arqueologia realizou intervenções de conservação para reforçar escadas e relevos de pedra, além de reconstituir parcialmente uma parede perimetral.
Ricardo Morales Gamarra, responsável pela conservação do projeto, destacou que este trabalho pode servir de modelo para futuros esforços na área.
Para compartilhar essas descobertas com o público, o Museu de Arte de Lima está oferecendo uma exposição gratuita sobre a cultura Chachapoya e as recentes descobertas do WMF.
Embora o local em si permaneça inacessível para a maioria, essas ferramentas permitirão uma ampla divulgação das histórias do parque através de narrativas digitais imersivas.
Como as descobertas de florestas impactam a compreensão da civilização Chachapoya?
As recentes descobertas no Parque Nacional Rio Abiseo ampliam significativamente nosso entendimento sobre a civilização Chachapoya.
Elas revelam não apenas a complexidade arquitetônica e social dessa sociedade, mas também sua capacidade de adaptação e inovação em um ambiente desafiador.
O trabalho contínuo dos arqueólogos e conservacionistas promete trazer ainda mais luz sobre este fascinante capítulo da história pré-colombiana.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)