Especialista do FBI revela perfil psicológico do assassino de Charlie Kirk
Robin Dreeke explica como o autor do disparo seguiu trajetória de ódio alimentada por isolamento e radicalização online
O agente aposentado do FBI Robin Dreeke, que chefiou o programa de análise comportamental da contrainteligência e é autor de livros sobre psicologia social, avaliou o perfil do assassino de Charlie Kirk.
Em entrevista à FoxNews, Dreeke afirmou que o caso se encaixa em um padrão crescente de jovens que acumulam frustrações pessoais, se radicalizam na internet e passam da retórica agressiva para a violência armada.
Segundo Dreeke, esses indivíduos seguem um “arco de comportamento” em que a hostilidade se intensifica com o tempo.
A cada situação em que se sentem diminuídos ou contrariados, a raiva aumenta.
Ele explicou que sempre existe um ponto de ruptura que leva o agressor a abandonar apenas o discurso e partir para o ataque físico.
No caso do suspeito, disse o especialista, a falta de clareza ideológica e de plano estruturado mostra uma mente confusa, mas movida pela necessidade de afirmar controle e poder.
O ex-agente destacou que esse tipo de perfil costuma surgir em ambientes virtuais que reforçam sentimentos de vitimização.
Para ele, o jovem via em Kirk tudo aquilo que não tinha: convicção, clareza de pensamento e, sobretudo, curiosidade.
Enquanto Kirk era capaz de dialogar com pessoas que discordavam dele, o suspeito nunca demonstrou abertura para ouvir. Essa ausência de curiosidade, segundo Dreeke, foi o combustível para o crime.
O especialista lembrou que, em seus 22 anos de carreira no FBI, viu mudanças profundas no comportamento de jovens.
A comunicação direta, antes central para o convívio humano, foi substituída pela comparação constante nas redes sociais.
Nelas, disse, muitos exibem versões idealizadas da própria vida, criando o que chamou de “doença da comparação”. Isso fragiliza a autoestima e aumenta o isolamento, fatores que contribuem para surtos de ódio.
Dreeke observou que, diferentemente de gerações passadas, a juventude atual tem menos contato humano de qualidade.
Para ele, a internet multiplicou informações falsas, reforçou divisões e corroeu a capacidade de diálogo.
Esse ambiente, disse, pode transformar frustrações em ressentimento e, em casos extremos, em violência.
Charlie Kirk foi morto durante um evento na Universidade Valley de Utah.
O criminoso preso, de 22 anos, está preso e não tem colaborado com as autoridades.
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Comentários (1)
Annie
15.09.2025 11:58Geração fraca Nutella, em suma é inveja.