Energia se estabiliza na Península Ibérica mas causa de apagão é desconhecida
A interrupção de energia, considerada "excepcional" e com origem ainda não identificada, causou considerável confusão
A normalidade começa a ser restabelecida na manhã desta terça-feira na Península Ibérica, enquanto as autoridades continuam a investigar as causas da falha elétrica que deixou a região às escuras.
A energia foi gradualmente reativada durante a noite, após uma interrupção significativa ocorrida na segunda-feira, 28 de abril.
De acordo com a Red Eléctrica de España (REE), mais de 99% do fornecimento elétrico já estava normalizado na Espanha continental por volta das 6 horas da manhã desta terça.
Em Portugal, o gestor da rede elétrica REN confirmou que todas as subestações do sistema nacional foram recuperadas e que a estabilidade da rede foi plenamente restabelecida.
A interrupção de energia, considerada “excepcional” e com origem ainda não identificada, causou considerável confusão.
Os sistemas de metrô e trens pararam abruptamente, escritórios ficaram às escuras e lojas tiveram que fechar suas portas devido à impossibilidade de atender os clientes.
As comunicações também sofreram grandes perturbações ao longo do dia. Nas ruas de diversos bairros em Madrid, o retorno da eletricidade foi celebrado com aplausos e gritos de alegria dos moradores, que enfrentaram uma longa jornada sem eletricidade, internet ou telefone móvel.
Falha elétrica excepcional
A falha elétrica, considerada “excepcional” pela REE, teve início às 12h33 na segunda-feira, provocando um colapso nos transportes em toda a região.
O fornecimento começou a ser parcialmente restaurado graças às interconexões com a França e Marrocos, e usinas a gás e hidrelétricas foram reativadas em todo o país, conforme afirmou o Primeiro-Ministro espanhol, Pedro Sanchez.
Em contrapartida, as usinas nucleares foram desligadas como medida de segurança padrão em caso de queda de energia.
O Primeiro-Ministro destacou que nunca havia ocorrido um “colapso” tão severo na rede elétrica espanhola, indicando que 15 gigawatts de eletricidade foram perdidos subitamente no sistema em um intervalo de apenas cinco segundos.
Esse valor corresponde aproximadamente a 60% da demanda elétrica da Espanha naquele horário.
Outros apagões
Na Europa, uma falha no sistema elétrico alemão em 4 de novembro de 2006 deixou cerca de 10 milhões de pessoas sem eletricidade, afetando França, Alemanha, Bélgica, Países Baixos, Itália e Espanha por quase uma hora.
Três anos antes, em 28 de setembro de 2003, toda a Itália – exceto a Sardenha – ficou sem energia elétrica.
Caos no transporte
Com a suspensão do metrô, milhares de pessoas foram forçadas a atravessar pacientemente as ruas de Madrid para voltar para casa a pé.
As principais vias da capital enfrentaram congestionamentos severos enquanto pedestres tentavam se deslocar. Situação similar ocorreu em Barcelona, onde muitos moradores saíram às ruas com seus celulares à procura de sinal.
O tráfego aéreo também foi bastante impactado, especialmente nos aeroportos de Madrid, Barcelona e Lisboa, segundo dados da Eurocontrol. Contudo, o Primeiro-Ministro espanhol afirmou que apenas 344 voos dos 6000 programados para segunda-feira foram cancelados.
Na região de Madrid apenas, foram realizadas 286 operações para resgatar pessoas presas dentro de elevadores durante a falha elétrica.
As autoridades garantiram que não houve problemas graves relacionados à segurança pública. O sistema hospitalar continuou funcionando adequadamente durante o episódio.
Pedro Sanchez fez um apelo aos cidadãos para que agissem com responsabilidade e civismo; apesar do caos generalizado, a atmosfera nas ruas permaneceu calma e positiva durante toda a duração da falha.
Causas da falha
No dia seguinte à falha elétrica, as autoridades ainda não haviam identificado as causas do apagão. O Primeiro-Ministro Pedro Sanchez enfatizou que nenhuma hipótese foi descartada durante uma coletiva à imprensa.
O Primeiro-Ministro português Luis Montenegro expressou sua esperança na resolução da situação em seu país nas próximas horas e classificou o incidente como “grave e inédito”
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