Empresa europeia desembolsa € 600 milhões para comprar quatro companhias e criar uma potência em drones, comunicação e obras no fundo do mar
As aquisições reúnem robótica, geociência e redes subaquáticas em uma plataforma voltada a mercados civis e militares.
O fundo do mar virou o centro de uma operação de aproximadamente € 600 milhões anunciada pela italiana Fincantieri. Quatro empresas serão reunidas a um polo que combina levantamentos marinhos, robôs autônomos, comunicação sem fio e apoio a construções offshore.
Qual empresa está por trás da operação de € 600 milhões?
A compradora é a Fincantieri, grupo italiano conhecido pela construção de navios civis e militares. Os acordos envolvem participações de controle na Next Geosolutions, WSense, Graal Tech e Defcomm, todas ligadas ao setor submarino.
A companhia pretende formar um operador verticalmente integrado, capaz de oferecer equipamentos, softwares, telecomunicações e serviços. O movimento amplia atividades que já incluíam submarinos, sistemas navais e engenharia para instalações offshore.

O que cada uma das quatro companhias acrescenta?
A Next Geosolutions realiza levantamentos do leito marinho, estudos geocientíficos e apoio a construções no mar. A WSense desenvolve redes de comunicação subaquática, enquanto Graal Tech fabrica veículos submarinos autônomos e Defcomm trabalha com drones de superfície.
As competências podem ser combinadas em uma única missão: embarcações levam os sistemas ao local, robôs coletam dados ou executam inspeções e redes acústicas transmitem informações entre sensores, plataformas e centros de controle.
A divisão mostra a função de cada empresa na nova estrutura:
Quais números explicam o tamanho da aposta submarina?
O investimento inicial é de aproximadamente € 600 milhões, financiado em parte por um aumento de capital de € 500 milhões. Considerando a futura oferta pelas ações restantes da NextGeo, o desembolso máximo poderá superar € 1 bilhão.
Em base pro forma, a divisão submarina deverá alcançar € 1,1 bilhão em receita e € 220 milhões em EBITDA em 2026. A projeção antecipa em quatro anos metas originalmente previstas para 2030.
Os indicadores separam o custo imediato do retorno esperado:
Como a tecnologia no fundo do mar poderá ser usada?
O grupo mira defesa, proteção de cabos e dutos, inspeção de infraestrutura, energia offshore e apoio a obras marítimas. Também identifica oportunidades comerciais em levantamentos geológicos e mineração em águas profundas, atividade cercada por riscos ambientais e disputas regulatórias.
O conceito de Internet das Coisas Subaquáticas conecta sensores, drones e plataformas por sinais acústicos ou ópticos. Essa rede permite monitorar estruturas sem depender continuamente de mergulhadores ou de embarcações tripuladas sobre cada ponto.
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Por que a operação muda a posição da Fincantieri?
A Fincantieri deixa de atuar apenas como fornecedora de navios e sistemas para coordenar serviços completos. A estratégia cobre desde o mapeamento inicial até inspeção, manutenção, comunicação e intervenção no fundo do mar.
O comunicado oficial da operação indica que a integração reunirá oito empresas e cerca de 1.500 profissionais. O desafio será transformar aquisições distintas em soluções conjuntas sem comprometer autonomia, segurança e conhecimento especializado.
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