Empresa de viagens mais antiga do mundo quebra após 178 anos e deixa 21 mil trabalhadores sem emprego
A empresa de viagens criada em 1841 encerrou voos, pacotes e lojas de forma imediata, deixando milhares de funcionários e turistas em vários países sem o serviço contratado. Era a Thomas Cook, cujo colapso em 23 de setembro de 2019 mobilizou o governo britânico. Qual empresa de viagens quebrou após 178 anos? Era o Thomas...
A empresa de viagens criada em 1841 encerrou voos, pacotes e lojas de forma imediata, deixando milhares de funcionários e turistas em vários países sem o serviço contratado. Era a Thomas Cook, cujo colapso em 23 de setembro de 2019 mobilizou o governo britânico.
Qual empresa de viagens quebrou após 178 anos?
Era o Thomas Cook Group, que remontava à excursão ferroviária organizada pelo empresário Thomas Cook em 1841. A companhia cresceu até reunir operadoras turísticas, companhias aéreas, agências, hotéis e serviços financeiros em diferentes países.
Antes do colapso, o grupo atendia aproximadamente 22 milhões de clientes por ano. A dimensão internacional e a longa história explicam por que seu fim repercutiu além do turismo britânico; um resumo da trajetória do Thomas Cook Group registra essa expansão.

Por que a Thomas Cook entrou em liquidação?
A empresa carregava cerca de £ 1,7 bilhão em dívidas, enfrentava custos financeiros elevados e precisava adaptar uma rede extensa à concorrência das reservas digitais. Aquisições anteriores e resultados fracos também reduziram sua capacidade de reagir.
Um plano de resgate de £ 900 milhões dependia de financiamento adicional solicitado pelos bancos. Como a companhia não obteve os recursos, as negociações fracassaram. Investigações parlamentares posteriores apontaram dívida excessiva, estratégia inconsistente, contabilidade agressiva e fiscalização insuficiente da administração.
O que aconteceu quando as operações pararam?
Por volta das 2 horas de 23 de setembro de 2019, a empresa entrou em liquidação compulsória no Reino Unido. Voos e pacotes foram cancelados, as lojas fecharam e os clientes perderam as viagens futuras contratadas.
Cerca de 600 mil turistas estavam fora de seus países, incluindo mais de 150 mil passageiros britânicos. O encerramento repentino exigiu respostas diferentes em cada mercado, pois subsidiárias estrangeiras estavam sujeitas às regras locais.
Os marcos ajudam a dimensionar o colapso:
Como funcionou a Operação Matterhorn?
O governo britânico e a Autoridade de Aviação Civil organizaram aeronaves fretadas para trazer os viajantes de volta perto das datas previstas. Ônibus e táxis também foram usados quando os pousos ocorreram em aeroportos diferentes dos destinos originais.
A operação oficial de repatriação, batizada de Matterhorn, levou aproximadamente 150 mil pessoas para casa em duas semanas. O esforço foi descrito como a maior repatriação britânica em tempos de paz e envolveu vários órgãos públicos.
Como trabalhadores e credores foram afetados?
O quadro global reunia cerca de 21 mil trabalhadores em 16 países. No Reino Unido, eram aproximadamente 9 mil empregados, dos quais cerca de 6 mil perderam o posto logo no primeiro dia da liquidação.
A liquidação do grupo envolveu dezenas de empresas e passivos totais estimados em aproximadamente £ 9 bilhões. Esse valor amplo incluía diferentes obrigações das companhias, enquanto a dívida de £ 1,7 bilhão era a cifra financeira mais citada no momento do colapso.
Três números resumem as consequências imediatas:
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O que restou da Thomas Cook após o colapso?
A venda de ativos recuperou recursos com horários de pouso e decolagem, participações em hotéis, antigas lojas e propriedade intelectual. A Hays Travel comprou 551 agências britânicas e contratou novamente mais de 2 mil antigos funcionários.
Essas aquisições não salvaram a companhia original. A liquidação prosseguiu para pagar credores conforme a ordem legal, enquanto o nome Thomas Cook passou a outros controladores e voltou a ser utilizado separadamente da empresa que havia operado por 178 anos.
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