Empresa confirma morte de três funcionários sequestrados no México
Trabalhadores da canadense Vizsla Silver foram retirados à força de acampamento no dia 23 de janeiro; estado mexicano registra mais de 1.700 homicídios em um ano
Três dos dez trabalhadores da mineradora canadense Vizsla Silver, sequestrados no estado de Sinaloa, foram encontrados sem vida, informou a Câmara de Mineração do México nesta segunda-feira, 9. O grupo foi capturado em 23 de janeiro no município de Concordia, região noroeste do país marcada por disputas entre facções criminosas.
A identificação dos corpos contou com a participação de autoridades locais e colegas de trabalho das vítimas. A Câmara de Mineração, entidade que reúne empresas e sindicatos do setor, confirmou os óbitos em comunicado oficial. A empresa canadense também reconheceu as mortes com base em informações fornecidas por familiares, mas aguarda pronunciamento formal do governo mexicano.
Sequestro mobiliza forças de segurança
Um comando armado invadiu o acampamento da companhia na localidade de Pánuco e levou os dez funcionários. Entre os sequestrados estão dois engenheiros e um geólogo, todos de nacionalidade mexicana, segundo a imprensa local.
As autoridades destinaram mais de mil agentes para as buscas, em uma operação de escala incomum para a região. Na sexta-feira, 6, a Procuradoria-Geral do México informou que havia localizado um corpo com características compatíveis às de um dos trabalhadores e que realizou detenções relacionadas ao caso. O órgão, no entanto, não confirmou oficialmente nenhuma morte até o momento.
A AFP solicitou esclarecimentos à assessoria do Ministério Público, mas não obteve resposta.
Violência atinge níveis alarmantes
O complexo da Vizsla Silver está localizado em Pánuco, comunidade com centenas de moradores no município de La Concordia. Habitantes da área relataram à AFP que sequestros ocorrem há meses na região, mas este episódio foi o primeiro a provocar reação significativa das autoridades.
Sinaloa enfrenta uma onda de violência vinculada a conflitos internos do Cartel de Sinaloa. Nos últimos 12 meses, o estado contabilizou mais de 1.700 assassinatos e aproximadamente 2.000 desaparecimentos. Homicídios e raptos tornaram-se rotina em áreas controladas pela organização criminosa.
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