Emirados Árabes acusam Irã de atacar dois petroleiros no Estreito de Ormuz
Ataque com mísseis de cruzeiro deixou um tripulante morto e oito feridos
O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou nesta segunda-feira, 13, que dois petroleiros do país foram atingidos por mísseis de cruzeiro iranianos no canal sul do Estreito de Ormuz, em águas territoriais de Omã.
Segundo o governo emiradense, um tripulante indiano morreu e outros oito ficaram feridos.
Ainda de acordo com o Ministério da Defesa, os ataques provocaram incêndios nas duas embarcações, mas as chamas foram controladas.
O governo dos Emirados Árabes Unidos condenou a ofensiva como uma grave violação do direito internacional e afirmou que o país “mantém seu pleno direito de responder e tomar todas as medidas necessárias para proteger sua soberania e sua segurança”.
“O Ministério da Defesa condena este ataque flagrante, que representa uma violação grave, uma clara infração ao direito internacional e uma ameaça à segurança e à estabilidade da região, enfatizando que o Estado reserva-se o direito pleno de responder a esta escalada e de tomar todas as medidas necessárias para proteger seu território, seu povo e os residentes nele, garantindo a preservação de sua soberania, segurança e estabilidade, e protegendo seus interesses e capacidades nacionais”, diz a nota.
EUA lançam ataques
Na noite desta segunda, 13, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que os ataques contra o Irã continuarão e prometeu controlar o Estreito de Ormuz “muito rapidamente.”
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou o lançamento de uma nova rodada de ataques contra o Irã.
“Hoje, às 16h45 (horário do leste dos EUA), o Comando Central dos Estados Unidos iniciou a terceira noite consecutiva de ataques contra o Irã, sob a direção do comandante-em-chefe”, afirmou a agência em comunicado divulgado nas redes sociais.
Segundo o CENTCOM, as operações militares continuarão com o objetivo de enfraquecer as capacidades ofensivas das forças iranianas e reduzir sua capacidade de realizar ataques contra civis e contra o tráfego marítimo internacional.
“Esses ataques continuarão a impor um alto custo às forças iranianas e a degradar sua capacidade de alvejar civis inocentes e navios mercantes no Estreito de Ormuz”, diz a nota.
O anúncio ocorreu pouco depois de Trump afirmar que atacaria o Irã “com muita força”.
Irã rebate Trump
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragachi, rebateu nesta segunda-feira, 13, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que o seu país é quem controla o Estreito de Ormuz.
O comentário foi feito após Trump anunciar a cobrança de um pedágio equivalente a 20% da carga transportada por navios que cruzarem a estratégica via marítima.
“Trump está absolutamente certo (…) Quem quer que forneça passagem segura e protegida para navios comerciais pelo Estreito de Ormuz deve ser compensado por esse serviço. O Irã sempre foi o guardião do Estreito e permanecerá assim para sempre. 20% é, claro, demais. Seremos justos”, disse o chanceler iraniano.
Aragachi prometeu responder com “firmeza” qualquer ação americana no estreito.
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