Embaixada americana em Cuba condena perseguição a líder da oposição
José Daniel Ferrer, solto em 16 de janeiro, disse ter sido convocado para uma audiência da tirania de Miguel Díaz-Canel
A embaixada dos Estados Unidos em Cuba criticou a perseguição imposta pelo regime de Miguel Díaz-Canel ao líder da oposição, José Daniel Ferrer, solto em 16 de janeiro após acordo com a Igreja Católica.
“A ditadura cubana volta a atacar e a perseguir o corajoso líder pró-democracia, José Daniel Ferrer, depois de o regime ter chegado a um acordo com a Igreja Católica para “libertar” os presos políticos. Não seremos enganados pelos seus jogos nem participaremos deles.
O regime ilegítimo é diretamente responsável pelo tratamento dispensado a Ferrer e a todos os presos políticos que continua a deter injustamente”, publicou o perfil oficial no X.
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Perseguição
Em seu perfil oficial, Ferrer publicou um documento do ministério do Interior cubano para uma audiência nesta terça-feira, 28.
Segundo o opositor, trata-se de uma ameaça para levá-lo de volta à prisão.
“Irmãos e amigos, acabo de ser convocado amanhã perante um Juiz de Execução por tirania. NÃO VOU A LUGAR NENHUM! Se sua intenção é me ameaçar de voltar para a prisão, você está perdendo tempo. Pela liberdade e bem-estar do meu povo dou a minha vida. A prisão não me assusta!“
Fundador do União Patriótica, Ferrer foi preso em julho de 2011 pelos agentes do regime durante protestos em Santiago de Cuba.
Desde então, os familiares denunciavam os atos de tortura e maus-tratos impostos pela ditadura contra Ferrer na cadeia.
Segundo a esposa do opositor, os agentes penitenciários deixavam Ferrer em um espaço no qual não havia entrada para luz solar:
“Cela pequena, isolada da comunidade penal e com acesso muito limitado ao mundo exterior“, disse ao InfoBae.
Congresso americano
Dos Estados Unidos, a deputada democrata María Elvira Salazar comemorou a soltura de Ferrer, o qual chamou de “meu amigo”:
“Meu amigo José Daniel Ferrer nunca deveria ter sido preso. Fico feliz que ele esteja com sua família, mas não esqueçamos o que sofreu durante quatro anos na prisão de Castro. Aproxima-se o dia da verdadeira liberdade para Ferrer e milhões de cubanos. E então vamos comemorar!“
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