Em resposta a Trump, guerrilha colombiana impõe confinamento a civis
Grupo armado inicia manobras em regiões de produção de cocaína após Washington intensificar mobilização militar e ameaçar Bogotá
O Exército de Libertação Nacional (ELN) determinou que os civis colombianos em áreas sob seu controle devem permanecer confinados por um período de três dias. O toque de recolher terá início no domingo, 14, para execução de manobras militares que se contrapõem às “ameaças de intervenção” proferidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O ELN é o grupo armado de maior longevidade nas Américas. Além disso, a organização controla extensas áreas na Colômbia que são dedicadas à produção de cocaína.
Confinamento “em defesa” da Colômbia
O confinamento foi justificado pelo grupo como uma medida para defender o país de potenciais ataques externos. Em comunicado, o ELN afirmou que “é necessário que os civis não se misturem com militares para evitar acidentes”. A nota instrui as comunidades a não utilizar rodovias ou vias fluviais durante o período estabelecido para os exercícios.
Escalada militar e advertências americanas
O anúncio das manobras ocorre em um contexto de intensa mobilização das Forças Armadas americanas. Sob a liderança de Trump, os EUA realizaram o maior deslocamento militar na América Latina em várias décadas. Essa operação já resultou na morte de mais de 80 pessoas em ataques direcionados a embarcações no Caribe e no Oceano Pacífico. Washington alega que os navios alvejados transportavam narcóticos em direção aos EUA. Contudo, a Casa Branca não forneceu provas concretas que confirmem essa afirmação.
Na quarta-feira, 10, dia em que um petroleiro foi apreendido por Washington ao sair de um porto da Venezuela, Trump dirigiu uma ameaça direta ao presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Trump advertiu Petro sobre a necessidade de cautela. A citação completa do presidente americano foi: “É melhor ele ficar esperto, ou será o próximo. Espero que ele esteja escutando: será o próximo”.
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