“Eles reclamam em público, mas em privado dizem: obrigado!”
Victor Davis Hanson, historiador militar americano, diz que ataque de Trump ao programa nuclear do Irã foi necessário e amplamente bem-vindo nos bastidores
O historiador militar americano Victor Davis Hanson analisou os impactos da ação militar ordenada por Donald Trump contra instalações nucleares iranianas em Fordo.
O vídeo sugere que a operação, realizada em 21 de junho, desmantelou na prática o programa nuclear do regime islâmico.
“A reação a essa destruição, especialmente em Fordo, é típica: expressar arrependimento público, falar de estabilidade, da da da, mas sentir alívio privado.”
Para Hanson, líderes estrangeiros e até críticos internos de Trump sabem que o Irã estava perto de obter uma bomba nuclear e não tinham resposta eficaz para impedir isso.
Ele afirma que a oposição democrata está desmoralizada. “A esquerda não tem histórico de consistência, nem lógica, nem moralidade nisso. E, em privado, entende que não tinha solução.”
Hanson compara as críticas atuais ao silêncio democrata diante do bombardeio da Líbia por Barack Obama em 2011, feito sem autorização do Congresso. “Tim Kaine, hoje autor da legislação contra Trump, era do diretório do partido democrata quando Hillary Clinton e seus assessores pressionaram Obama a atacar Gaddafi.”
Hanson sustenta que Trump reagiu a uma ameaça iminente. “Donald Trump entrou em janeiro e foi informado de que eles quase tinham uma bomba. Sua primeira reação foi: o que Biden fez? Por que suspendeu as sanções? Por que deu cem bilhões de dólares em nova receita ao Irã?”
Quanto à base da direita populista, Hanson vê pouco risco de ruptura.
“Dizem que a direita MAGA vai romper. Eles têm preocupação com guerras opcionais. Mas isso foi um ato único e finito. Agora acabou.” Ele cita vozes como Steve Bannon, Tucker Carlson e Rand Paul, mas argumenta que a maior parte do eleitorado não abandonará Trump por um ataque pontual ao Irã.
“Mesmo Tucker Carlson disse, naquele embate com Ted Cruz: ‘Se eu soubesse que o Irã queria matar Trump, eu também ordenaria bombardeios contra o Irã’.” Hanson lembra que o terrorista acusado de planejar o assassinato de Trump está no Irã, sendo julgado à revelia.
No cenário internacional, ele vê reações ambíguas. “Os europeus vão reclamar por não ter sido uma ação multilateral, mas em privado vão agradecer. Estavam mais próximos do Irã e mais preocupados com essa loucura.”
Segundo Hanson, países árabes expressaram oposição formal ao ataque, mas pediram nos bastidores que ele fosse decisivo. “Se for para eliminar a ameaça nuclear iraniana, façam, mas façam completamente.”
China e Rússia também devem evitar escalada.
“Putin está preso na Ucrânia, perdeu um milhão de russos entre mortos e feridos, foi expulso do Oriente Médio. Precisa de petróleo caro para financiar sua guerra.” Já a China estaria mais preocupada com a continuidade do fornecimento de petróleo iraniano. “Compramos 90% do petróleo iraniano. Quero ele no mercado. Mas Trump é volátil demais. Então vamos ficar quietos.”
Hanson afirma que Trump impôs um freio real à expansão russa. “Putin invadiu a Geórgia sob Bush, entrou na Crimeia com Obama e tentou Kiev com Biden. Mas com Trump, não. Ele é imprevisível.”
“No fim das contas, os críticos vão gritar, mas vai ficar por isso mesmo.” A frase resume a avaliação de Hanson: o ataque foi eficaz, bem recebido nos bastidores e politicamente sustentável.
Quem é Victor Davis Hanson
Victor Davis Hanson é historiador militar, filólogo clássico e comentarista político americano. Professor emérito da Universidade Estadual da Califórnia em Fresno, é membro sênior da Hoover Institution, centro de estudos conservador da Universidade Stanford.
Autor de mais de 20 livros, entre eles The Second World Wars e The Dying Citizen, é colaborador frequente de veículos como National Review e Fox News. Recebeu a National Humanities Medal concedida pela presidência dos EUA em 2007.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)