Eles aprovaram o lançamento de um satélite espelho para refletir a luz solar e iluminar a Terra onde quer que seja noite
A proposta pretende levar claridade a regiões que estejam no período noturno
Os Estados Unidos autorizaram o lançamento e a operação de rádio do Eärendil-1, primeiro demonstrador da empresa Reflect Orbital. O satélite espelho terá uma superfície refletora de 18 por 18 metros e tentará direcionar luz solar para uma área escolhida durante a noite. A autorização cobre 1 unidade experimental, não uma rede capaz de iluminar qualquer lugar de forma contínua.
O que foi aprovado para o satélite espelho?
A autorização permite lançar e operar um único satélite em órbita baixa, usando frequências para comando, controle e envio de dados. O documento também aceita o plano apresentado para reduzir riscos de colisão e retirar o equipamento da órbita após a missão.
A decisão da Comissão Federal de Comunicações foi publicada em 9 de julho de 2026. O Eärendil-1 deverá operar a aproximadamente 625 km de altitude, com variação permitida de 25 km.
A própria comissão deixa claro que sua licença trata da estação de rádio e dos riscos de detritos espaciais. Ela não funciona como aprovação ampla de todas as futuras atividades comerciais de iluminação.

Como o espelho vai direcionar a luz solar?
O satélite usará uma película fina, brilhante e dobrável, aberta apenas depois de chegar à órbita. Motores mudarão sua posição para fazer a luz atingir um ponto calculado no solo.
O primeiro teste reúne estas características:
Onde a luz refletida poderia ser usada?
A empresa apresenta a tecnologia como uma forma de fornecer luz temporária em áreas específicas. O principal foco comercial é prolongar a geração de usinas solares depois que o Sol desaparece no horizonte.
O projeto apresentado pela Reflect Orbital também cita operações remotas, agricultura e situações de emergência.
- Usinas solares: a luz poderia prolongar por alguns minutos a geração dos painéis.
- Resgates: equipes poderiam receber iluminação temporária em regiões sem infraestrutura.
- Construção: obras isoladas teriam uma fonte de luz sem postes no local.
- Agricultura: o sistema poderia alterar horários de iluminação em cultivos específicos.
- Operações remotas: locais afastados poderiam solicitar uma passagem iluminada.
Essas aplicações ainda são propostas. A missão inicial precisa provar que o espelho abre, mantém a forma e atinge o ponto esperado.

O que a autorização permite e o que ainda não está liberado?
A licença permite testar 1 satélite, mas não autoriza automaticamente uma constelação com milhares de espelhos. Cada expansão poderá exigir novos pedidos, análises e regras locais.
A empresa afirma que só pretende direcionar luz com autorização das autoridades responsáveis pela região atendida:
Quais preocupações o satélite provocou?
Astrônomos e organizações ambientais temem reflexos fortes, aumento do brilho do céu e efeitos sobre animais adaptados à escuridão. A maior preocupação envolve uma possível rede com milhares de unidades, não apenas o demonstrador.
A Sociedade Astronômica Americana afirma que o espelho pode interferir em observações e equipamentos sensíveis. A FCC avaliou que várias dessas questões estavam fora do alcance da licença de rádio concedida.
O teste pode mostrar se a luz é controlável. Também abrirá uma discussão sobre quem decide quando a noite pode receber iluminação vinda do espaço.
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