“É evidente que a Rússia não quer a paz”, diz chefe da diplomacia da UE
Kaja Kallas afirmou que essa deve ser uma semana "crucial" para a diplomacia
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas (foto), afirmou nesta segunda-feira, 1º de dezembro, ser “evidente” que a Rússia, do ditador Vladimir Putin, não quer a paz e que é preciso tornar a Ucrânia “o mais forte possível”.
“É evidente que a Rússia não quer a paz. Portanto, precisamos tornar a Ucrânia o mais forte possível, a fim de que eles estejam prontos para se defender neste momento muito, muito difícil”, disse Kallas a jornalistas.
Para Kallas, essa deve ser uma semana “crucial” para a diplomacia.
“Ontem ouvimos que as negociações nos EUA foram difíceis, mas produtivas. Ainda não sabemos os resultados, mas conversarei hoje com o ministro da Defesa e o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia”, afirmou.
Encontro entre Putin e enviado de Trump
O Kremlin anunciou que o ditador Vladimir Putin deverá se encontrar com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, na tarde de terça-feira, 2.
Jared Kushner, genro de Donald Trump, e Witkoff foram incumbidos de dar continuidade às negociações do plano de paz apresentado pelos EUA para a Ucrânia.
Eles se reuniram no domingo, 30, com uma delegação ucraniana.
Autoridades americanas descreveram o encontro como “produtivo”, embora nenhum avanço pareça ter sido alcançado.
O discurso de Rubio
Ao lado do secretário do Conselho de Segurança e Defesa da Ucrânia, Rustem Umerov, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, fez um discurso contundente em defesa do país invadido.
Segundo ele, o objetivo não é apenas encerrar o conflito, mas também garantir que a Ucrânia “esteja segura para sempre” e se torne um país próspero.
“Tivemos outra sessão muito produtiva, dando continuidade ao que foi discutido em Genebra e aos eventos desta semana. Como lhes disse hoje cedo, nosso objetivo aqui é acabar com a guerra, mas é mais do que apenas acabar com a guerra. Não queremos apenas acabar com a guerra. Também queremos ajudar a Ucrânia a estar segura para sempre, para que nunca mais enfrente outra invasão.
E, igualmente importante, queremos que ela entre em uma era de verdadeira prosperidade. Queremos que o povo ucraniano saia desta guerra não apenas para reconstruir seu país, mas para reconstruí-lo de uma forma mais forte e próspera do que jamais foi. Portanto, este é um objetivo abrangente, o que estamos trabalhando aqui hoje. Não se trata apenas dos termos que encerram os combates. Trata-se também dos termos que preparam a Ucrânia para a prosperidade a longo prazo.”
Sobre o lado russo, Rubio admitiu avanços, mas reconheceu que ainda é necessário que Moscou participe da equação.
“Acredito que começamos a lançar as bases para isso, certamente em Genebra. Acho que continuaremos esse trabalho em nossas comunicações ao longo da semana. Acho que demos continuidade a esse progresso hoje, mas ainda há muito trabalho a ser feito. É uma situação delicada e complexa. Há muitas variáveis envolvidas e, obviamente, há outra parte que precisa fazer parte da equação.”
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