Do auge com mais de 700 lojas à segunda grande crise em poucos anos: tradicional rede vê centenas de vitrines desaparecerem e milhares de empregos ficam pelo caminho

04.11.2026

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Do auge com mais de 700 lojas à segunda grande crise em poucos anos: tradicional rede vê centenas de vitrines desaparecerem e milhares de empregos ficam pelo caminho
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5 minutos de leitura 19.09.2026 16:03 comentários
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Do auge com mais de 700 lojas à segunda grande crise em poucos anos: tradicional rede vê centenas de vitrines desaparecerem e milhares de empregos ficam pelo caminho

A joalheria atravessou duas grandes recuperações em poucos anos e viu uma rede nacional encolher rapidamente até a liquidação.

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Uma rede que saiu de poucas dezenas de lojas para mais de 700 em cerca de uma década terminou os anos 2000 em retração acelerada. Com origem na década de 1920, a Friedman’s Jewelers entrou em Chapter 11 em 2005, voltou à proteção judicial em 2008 e viu sua estrutura encolher até a liquidação.

Como a Friedman’s passou de uma joalheria regional para mais de 700 lojas?

A Friedman’s começou em Savannah, na Geórgia, como uma pequena varejista familiar de joias. Em 1990, operava cerca de 48 lojas, mas a entrada de investidores e a abertura de capital em 1993 aceleraram fortemente a expansão.

Em aproximadamente dez anos, a rede ultrapassou 700 unidades. O negócio mirava principalmente consumidores de renda baixa e média, vendendo diamantes, ouro e joias para casamento em lojas instaladas em shoppings e centros comerciais.

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O que levou à primeira grande crise em 2005?

O crescimento rápido foi seguido por problemas financeiros, perda de confiança de fornecedores e necessidade de reorganizar a estrutura. A companhia entrou em Chapter 11 em janeiro de 2005 enquanto tentava recuperar estoques, crédito e eficiência operacional.

Naquele momento, a Friedman’s Jewelers ainda tinha mais de 650 lojas em 22 estados e aproximadamente 4.500 empregados. A escala fazia dela uma das maiores redes especializadas em joalheria dos Estados Unidos.

Os primeiros números da reorganização mostram a escala do desafio:

●
Mais de 650 lojas ainda operavam no início de 2005
●
A força de trabalho chegava a aproximadamente 4.500 pessoas
●
A companhia estava presente em 22 estados americanos
●
O tribunal autorizou o fechamento de 164 unidades em março

O que mudou depois da reorganização?

A recuperação passou por fechamento de lojas deficitárias, renegociação de contratos e redução da estrutura. Em março de 2005, o tribunal autorizou o encerramento de 164 unidades, uma das medidas usadas para concentrar recursos nos pontos considerados mais sustentáveis.

Uma apresentação arquivada na SEC mostra que a companhia havia saltado de cerca de 48 lojas em 1990 para mais de 700 e confirma os mais de 650 pontos e 4.500 trabalhadores no início de 2005.

Por que a Friedman’s voltou à falência apenas três anos depois?

A reorganização não resolveu de forma definitiva a fragilidade do negócio. No início de 2008, a companhia voltou ao Chapter 11 após receitas abaixo das expectativas, queda nas vendas das lojas e uma estrutura de custos que havia se tornado grande demais para o faturamento.

Nessa segunda crise, a operação principal tinha caído para 388 lojas e mais de 2.890 empregados. A subsidiária Crescent Jewelers acrescentava outras 85 lojas, mas também entrou no processo judicial.

A comparação entre as duas fases mostra o tamanho da retração:

Momento Estrutura Leitura
Auge Expansão acelerada
Mais de 700 lojas
Escala nacional
2005 Primeiro Chapter 11
Mais de 650 lojas e cerca de 4.500 empregados
Primeira grande redução
2008 Segunda crise
388 lojas e mais de 2.890 empregados
Rede muito menor

Como a segunda recuperação terminou em liquidação?

A nova tentativa de reorganização rapidamente virou uma venda de ativos e encerramento de lojas. Em abril de 2008, a Whitehall Jewelers comprou ativos relacionados a 78 unidades, enquanto centenas de outros pontos seguiram para liquidação.

Ao longo daquele ano, as lojas remanescentes foram fechadas ou transferidas, desmontando a rede nacional que havia alcançado mais de 700 vitrines poucos anos antes. O segundo Chapter 11, portanto, terminou de forma muito mais severa que o primeiro.

Leia também: Idosos com mais de 65 anos têm direito a viajar de ônibus entre estados de graça: saiba como solicitar a sua carteirinha

O que explica a rapidez da queda da rede?

A trajetória combina expansão agressiva, dependência de crédito, custos elevados e dificuldade para ajustar a operação quando as vendas perderam força. O número de lojas caiu de mais de 700 no auge para 388 na segunda falência.

Também houve forte perda de empregos: de cerca de 4.500 trabalhadores registrados no início de 2005 para pouco mais de 2.890 na operação principal em 2008. Em poucos anos, uma das maiores joalherias especializadas do país perdeu escala e praticamente desapareceu do varejo físico.

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