“Ditador criminoso”, diz Milei sobre Nicolás Maduro
Presidente argentino afirmou que o país irá "esgotar todos os canais diplomáticos" para garantir o retorno de militar sequestrado pelo regime chavista
O presidente da Argentina, Javier Milei, comentou pela primeira vez nesta terça-feira, 17, sobre o sequestro do guarda argentino Nahuel Gallo pelas forças do regime chavista de Nicolás Maduro no dia 10 de dezembro.
Em evento no Colégio Militar de Buenos Aires, Milei chamou Maduro de “ditador criminoso“:
“Em primeiro lugar, e antes de iniciar o discurso, quero referir-me ao sequestro ilegal de Nahuel Gallo na Venezuela. Foi detido pelas Forças de Segurança a cargo do ditador criminoso Nicolás Maduro pelo único crime de visitar a sua companheira e o seu filho“, afirmou o presidente.
Milei aumenta a pressão sobre a ditadura venezuelana e, segundo ele, o país irá “esgotar todos os canais diplomáticos“ para Nahuel Gallo ser devolvido em segurança.
A relação diplomática entre os países teve fim quando Milei reconheceu a vitória de Edmundo González Urrutia nas eleições de 28 de julho.
Desde então, Maduro expulsou os integrantes do governo argentino da Venezuela, tendo que o Brasil tornar-se responsável pela segurança do prédio da Embaixada.
Sob perseguição do regime, seis opositores estão exilados no prédio argentino desde o início de março.
Sequestro de Gallo
No período de férias, Gallo viajou ao país para visitar a esposa e o filho, que são venezuelanos, e acabou detido pela ditadura.
O regime chavista prendeu o militar sob a acusação de espionagem.
O número 2 do governo, Diosdado Cabello, confirmou nesta segunda-feira, 16, o sequestro de Gallo:
“Uma pessoa foi presa. Você entra no Instagram dele, ele viaja o mundo todo, mas o salário dele é de 500 dólares. O que você veio fazer na Venezuela? Qual foi sua tarefa? Eles não dizem isso”, afirmou em entrevista à imprensa.
Para o ministro da Justiça de Maduro, o argumento de Gallo de que teria estava indo visitar a família é “uma fachada“.
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